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Importantes operadoras estão investindo em projetos internacionais maiores que dão origem a oportunidades de mobilidade para profissionais talentosos que cogitam uma transferência internacional. Porém, qual será o impacto disso sobre os salários e como afeta as percepções na indústria de Petróleo e Gás?

Para analisar a questão a Progressive GE produziu um relatório com o objetivo de apoiar especialistas e oferecer soluções de recrutamento a líderes de mercado.

Como uma das principais consultorias de recrutamento do mundo, a empresa oferece uma série de relatórios com orientações e percepções sobre as melhores práticas que ajudarão a garantir o seu próximo emprego ou a tomar decisões de negócio críticas que permitirão que a sua empresa cresça, ajudando a gerir seus desafios de recrutamento quando e onde for mais necessário.

América do Sul

Apesar das recentes condições econômicas adversas na região, o Brasil ainda ocupa a 15ª posição mundial em termos de produção de petróleo. Um novo dinamismo está sendo injetado no mercado como resultado das três rodadas de licitação de projetos que ocorreram em 2013, trazendo grande otimismo para o mercado sul-americano e uma perspectiva positiva para o recrutamento local.

Esperamos ver uma grande demanda na área de Geociências, já que as rodadas de licitação de 2013 precisarão da aquisição e interpretação de dados em 2014, causando uma maior demanda por especialistas em produção/perfuração conforme nos aproximamos de 2015. Especialistas Navais e Engenheiros Submarinos continuarão a ser intensamente procurados em razão da contínua escassez de habilidades na região.

O Brasil tem uma visão comercial de longo prazo e uma estratégia de sólidos relacionamentos que dita a forma pela qual os negócios são conduzidos e os investimentos são realizados. Muitas empresas chinesas e indianas estão investindo pesado na região, particularmente nas áreas de FPSOs e plataformas de perfuração offshore - 70% dos próximos investimentos globais no Brasil serão em Unidades Flutuantes de Produção, Armazenagem e Escoamento (FPSOs).

A legislação trabalhista brasileira determina que no máximo um terço do quadro de funcionários seja preenchido com candidatos internacionais, limitando as empresas ao recrutamento dos melhores talentos apenas. Em razão das complexidades envolvidas na solicitação de vistos e severas leis trabalhistas (a maioria das quais está relacionada a exigências locais), o Brasil atualmente possui um número limitado de candidatos internacionais atuando na indústria de petróleo e gás em comparação com outras regiões. Por causa desse equilíbrio na região, resultante da exigência de que a maioria das funções seja preenchida localmente, há poucas oportunidades para atrair especialistas experientes para a região, e os salários tomam por base a taxa do mercado local.

Os salários na América do Sul aumentaram cerca de 50% entre 2006 e 2011, mas, no último ano e meio, sofreram uma estabilização. Como o Brasil está atravessando uma grande escassez de habilidades, está criando essa estabilização de salários. Grandes operadoras atualmente preferem recorrer a transferências de candidatos internos para garantir que os cargos sejam preenchidos por funcionários locais conhecedores do mercado local.

O idioma frequentemente acaba sendo uma limitação para os candidatos internacionais, já que falantes de espanhol/português são exigidos como prioridade, principalmente na região da América Latina. Nessa região, eles também conseguem tirar o máximo de proveito do poder de barganha de perfis de clientes globais, que favorecem o seu enfoque na Energia Renovável, que é uma área que está crescendo e onde deveremos ver um aumento nas oportunidades para especialistas.

As regulamentações de visto representam mais uma complexidade para a atração de talentos internacionais para a América do Sul, já que o tempo médio de processamento dos vistos é de 3 a 5 meses. Porém, o governo local está trabalhando para remover alguns desses entraves a fim de lidar com a questão da escassez de habilidades. Por causa das complexidades dos negócios de petróleo e gás no Brasil (águas profundas), leis trabalhistas estão sendo examinadas a fim de permitir que especialistas internacionais assumam mais funções como autônomos/prestadores de serviços em preparação para a aceitação de projetos futuros.

No momento, a região é muito voltada para os clientes, já que as operadoras podem ditar suas exigências de talento, com algumas empresas trabalhando com especialistas em regime de exclusividade, principalmente em cargos Técnicos e Corporativos. Parece haver uma maior flexibilidade quando se trata de cargos de gestão sênior, já que os clientes procuram especialização e experiência globais e os candidatos a esses cargos podem usufruir de pacotes de alto nível.

Conforme o mercado avança para um modelo mais voltado para o especialista nos próximos anos (por conta de maiores investimentos, projetos e oportunidades), as empresas precisam se preparar para essa grande etapa de mudança e garantir um enfoque na contratação das pessoas certas dotadas dos conhecimentos especializados corretos. Por exemplo, o setor Naval e Marinho está se destacando na região, já que estão ocorrendo muitas mudanças ambientais e de alta tecnologia interessantes, de forma que esperamos ver um crescimento das oportunidades para candidatos nessa área.

 Baixe aqui o relatório completo

Geofísica Brasil - 28/02/2014

 

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