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Estável em 2013, mercado de geofísica deve crescer em 2014

Os cinco anos sem rodadas de licitação de concessões de petróleo explicam, em parte, a estagnação do mercado de trabalho de geofísica em 2013 no Brasil. As empresas de exploração e produção de petróleo, principais contratadoras de serviços geofísicos no país, não dispõem de novas concessões e consequentemente, poucas oportunidades se abrem para o setor de exploração.

Mas as perspectivas para o próximo ano são melhores, já que a Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP) retomou as licitações em maio deste ano, realizando a 11ª Rodada (com ênfase em novas fronteiras exploratórias como a Margem Equatorial). Em outubro foi a vez da 1ª Rodada do Regime de Partilha (quando foi leiloado o campo de Libra, no Pré-Sal). E para fechar bem o ciclo, a ANP promove em 28 de novembro a 12ª Rodada, com foco em áreas terrestres visando à exploração de gás natural convencional e não convencional.

Geofísica Brasil ouviu dois especialistas em recrutamento que atuam nesta área para saber como eles avaliam o mercado de trabalho para geofísicos no Brasil.

Mercado estável

Para o engenheiro e consultor da Michael Page Julio Castro, especializado na industria de Oil & Gás, o mercado de geofísica ficou estável em 2013, com as empresas procurando melhorar o nível de seus funcionários e não aumentar suas baixas.

Para o consultor, as principais barreiras para o preenchimento de vagas de geofísico são o fraco domínio da língua inglesa e a falta de experiência em tecnologias de aquisição geofísica 2D, 3D e até 4D.

"A demanda das empresas – na maior parte, operadoras – que nos contratam é por profissionais com nível de gerência e/ou com grande experiência", declarou Julio, informando ainda que as áreas da indústria de petróleo (setor de upstream) que mais contrataram em 2013 foram a de produção e a de lançamento de linhas submarinas, que instalam dutos ligando plataformas marítimas de produção às cabeças de poços no leito oceânico.

Segundo Julio, a faixa salarial inicial do geofísico, fora da área de petróleo, começa em R$ 4 mil. Se trabalhar com óleo e gás, o salário pode subir para R$ 6 ou R$ 7 mil. Já o profissional júnior, com dois a quatro anos de formado, recebe salários entre R$ 8mil e R$ 12 mil. Para os sêniors, mais antigos e experientes, os vencimentos podem chegar a R$ 35 mil na função de gerente de Geofísica ou de Exploração e Produção.

Expatriados

A carência deste tipo de mão-de-obra, considerada a mais refinada, segundo o consultor da Michael Page, reflete a dificuldade de se encontrar profissionais experientes no Brasil. Em consequência, um recurso bastante adotado pelo 'head hunter' é a busca por candidatos estrangeiros ou pelo retorno de brasileiros que trabalham e residem no exterior. A operação global da Michael Page auxilia neste tipo de busca. Este procedimento é bastante comum em empresas de petróleo que necessitam de um geofísico com mais experiência. Já as empresas de serviço, que demandam profissionais em maior quantidade, dão preferência a contratar e treinar pessoal menos experiente.

Mineração

Na indústria minerária, as notícias não são nada boas para o mercado de trabalho dos geofísicos. "Os principais players do mercado, estão reduzindo suas operações no Brasil" explicou Julio, acrescentando que outro grande player brasileiro, a MMX, já foi vendida para um grupo internacional, para tristeza dos geocientistas de mineração.

 

Mercado lento

"O mercado está lento e desaquecido devido a falta de rodadas", concorda Guilherme Vilhena, especialista em recrutamento de profissionais de geociências da Progressive Global Energy & Natural Resources. Segundo ele, a indústria de óleo e gás tem um ciclo natural que é quebrado com a ausência de novas licitações.

Em consequência, houve uma redução muito forte no mercado e na área de aquisição sísmica terrestre, por exemplo, uma empresa reduziu em oitenta por cento o número de geofísicos em seu quadro de pessoal.

Mas o futuro é promissor. A obrigação das empresas que assinaram concessões na 11ª Rodada deverá provocar, de acordo com Vilhena, um aquecimento na aquisição de novos dados sísmicos e no reprocessamento dos dados existentes, a começar pelo primeiro semestre de 2014. A exceção, segundo o head hunter da Progressive, foram as áreas de caracterização de reservatórios que abriram algumas poucas vagas.

Perfis

As empresas de serviços, a maior parte multinacionais, exigem mais do que só graduação para candidatos que pretendem atuar nas áreas ligadas à geofísica. Mestrado e doutorado são incentivados, principalmente na área de processamento de dados sísmicos.

Em fase de mercado em baixa, Vilhena sugere aos recém formados que não estão encontrando vagas no mercado de geofísica que avaliem a possibilidade prosseguir nos estudos, emendando um mestrado, MBA ou doutorado e depois voltem a procurar ocupação em alguma empresa.

"Os profissionais com mestrado ou doutorado são muito bem vistos pelas empresas", salientou o especialista da Progressive.

Outra prática bem vista pelas empresas é trazer profissionais mais experientes de outros países para atuar no Brasil. A iniciativa não é considerada apenas uma alternativa para suprir a falta de geofísicos seniors no mercado brasileiro, mas também é adotada para estimular a transferência de tecnologia para os jovens brasileiros que estão em início de carreira.

Geofísica Brasil

 


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