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A Premier Oil oficializou que vai pedir mais prazo para a campanha de exploração na Bacia do Ceará, Margem Equatorial. Após atrasos na obtenção de licenças ambientais para a fase de levantamento sísmico, a companhia estima que vai concluir os trabalhos prévios a etapa de perfuração no começo de 2017. A extensão do prazo precisa de aprovação da ANP.

As informações fazem parte do balanço trimestral da Premier Oil, publicado na sexta-feira (19/8).

A companhia também informou aos seus acionistas que ainda considera a contratação de sonda em parceira com outros operadores da área, estratégia que pode ser estendida para serviços onshore, como bases e terminias.

No momento, a Premier está terminando de receber os dados PSDM adquiridos durante uma campanha sísmica realizada nos blocos CE-M-665 e CE-M-717, além de interpretar os dados levantados no CE-M-661, o que deve ser concluído até o começo de 2017.

Os três blocos foram arrematados na 11ª Rodada e têm o primeiro período exploratório com prazo até agosto de 2018, enquanto a segunda fase de exploração vai até 2020.

“Até o momento, já identificamos diversos prospectos promissores e os dados finais serão usados para identificar os alvos de perfuração”, explicou a empresa.

Além dos blocos no Ceará, a Premier também está o FZA-M-90. A companhia já concluiu a interpretação dos dados 3D levantados na área e agora avalia as informações com o consórcio operador.

A petroleira aumentou sua previsão de produção globalmente para 2016. Até então, a empresa esperava que a média anual ficasse entre 65 e 70 mil boe/dia, mas após a aquisição dos ativos da E.ON no Reino Unido, a expectativa agora é de que o volume fique entre 68 e 73 mil boe/dia.

“Nosso portfólio se expandiu, nos posicionando para crescimento futuro com custos mais baixos”, afirmou Tony Durrant, CEO da empresa.
No primeiro semestre de 2016, a Premier produziu uma média de 61 mil boe/dia, mesmo patamar da primeira metade de 2015 (60,4 mil boe/dia).

Entre janeiro e junho, a companhia teve um lucro de US$ 110 milhões, frente ao prejuízo de US$ 214,6 milhões do mesmo período no ano passado. Já as receitas do primeiro semestre somaram US$ 393,8 milhões, queda de 32% em relação ao faturamento de US$ 577 milhões do mesmo semestre em 2015.

Brasil Energia Petróleo - 23/08/2016

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