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O momento não é favorável para as empresas prestadoras de serviço da cadeia de óleo e gás, por conta da crise da Petrobrás e dos baixos preços do barril, mas algumas companhias estão conseguindo conquistar novos contratos para se sustentar durante estes tempos de poucos negócios. É o caso da Global Geophysical, que atua fazendo levantamento de dados sísmicos. O gerente-geral da empresa no Brasil, Guilherme Castilho, contou que a companhia irá fazer a aquisição de dados na bacia de Sergipe-Alagoas. “Seriam dados ‘multi-cliente’, isto é, esse levantamento é um dado de propriedade da Global, que poderá vendê-los para qualquer cliente pelos próximos dez anos“, explicou. A empresa atualmente também está fazendo levantamento de dados na bacia do Paraná, com 40% dos trabalhos concluídos. A Global  conquistou ainda um contrato com a Petrobrás também na bacia de Sergipe-Alagoas, com o início dos trabalhos previsto para o segundo semestre deste ano ou para o primeiro semestre do ano que vem. Na opinião do executivo, a retomada do setor de óleo e gás passará, necessariamente, pelos leilões de campos de petróleo. “O que é mais importante para indicar esta retomada do mercado será o anúncio da 14ª rodada da ANP. Estamos torcendo bastante para que esse anúncio seja feito o mais rápido possível“, opinou.

Como será a atuação da Global no contrato de levantamento de dados na bacia Sergipe-Alagoas?

Nós recebemos autorização da ANP para fazer um levantamento de dados em alguns blocos da bacia. Seriam dados “multi-cliente”, isto é, esse levantamento é um dado de propriedade da Global, que poderá vendê-los para qualquer cliente pelos próximos dez anos. Nossa intenção é iniciar a execução do contrato no início de julho. Precisamos de bastante tempo de planejamento antes da execução. Além do mais, estamos num período desfavorável, de chuvas, exigindo ainda mais planejamento. Serão usados caminhões vibradores, diminuindo drasticamente o impacto ambiental e não deixando nenhum tipo de passivo. Esses dados serão usados para avaliação de potencial exploratório. São informações que servem para fazer estimativas do que existe no subsolo.

Como esta o andamento do contrato da empresa na bacia do Paraná?

O contrato do Paraná é para aquisição de dados que está sendo contratada pela ANP. São dados de fomento, logo eles se tornarão públicos. A intenção da ANP é aumentar o conhecimento geológico da região e agregar valor para as futuras rodadas da região. A estratégia do governo é fazer um estudo deste porte para agregar muito valor a estas áreas. De posse desses dados novos, mais clientes e mais operadoras serão atraídos. As companhias de petróleo que vão participar do leilão entrarão com o risco mais calculado. Esse contrato já está em andamento. Já completamos quase 40% e a temos uma previsão de término por volta de setembro e início de outubro.

Há planos da empresa para realizar serviços no offshore brasileiro?

Não, a Global já atuou no offshore até 2012, mas agora concentra só nas atividades terrestres. A parte marinha não estava sendo para nós um negócio atrativo.

Além da ANP, quais os outros clientes da empresa no Brasil?

A gente tem contrato para coleta de dados da bacia de Sergipe-Alagoas para a Imetame Energia, um grupo do estado do Espírito Santo. Temos também um contrato que a Global conquistou numa licitação da Petrobrás para um levantamento em Sergipe-Alagoas, que deve começar no segundo semestre deste ano ou no primeiro semestre do ano que vem.

Qual o planejamento da empresa no médio e longo prazo?

O setor de óleo e gás não está legal para investimentos de médio e longo prazo sob ponto de vista da empresa de serviços. Mas nós temos uma posição privilegiada em relação aos nossos competidores. A gente imagina que nossa situação atual vai permitir passar por esse período de baixa do setor de óleo e gás. Estamos muito bem para quando o mercado de óleo e gás terrestre retornar a crescer. Na minha opinião, o que é mais importante para indicar esta retomada do mercado será o anúncio da 14ª rodada da ANP. Estamos torcendo bastante para que esse anúncio seja feito o mais rápido possível. O que eu imagino é que o governo poderia adotar uma estratégia de fazer um plano plurianual de leilões. Isso sim permitiria que qualquer empresa de serviços pudesse montar projetos de longo prazo.

Quando a empresa chegou ao Brasil? O mercado nacional está correspondendo às expectativas da empresa?

A Global chegou em 2010 e teve alguns anos de resultados muito positivos. Mas a diminuição dos grandes investimentos do mercado de petróleo e gás forçou a empresa a tomar uma série de ações bastante duras, como diminuir pessoal e investimentos. Foi uma reação ao momento do mercado. A gente acredita numa mudança desse mercado no curto e médio prazo, mas isso necessariamente tem que passar por uma política de governo séria. Nós temos uma agência reguladora que é altamente capacitada e tem total condição de fazer planejamento de longo prazo para auxiliar o governo.

Petronotícias - 22/06/2016

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