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A ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) notificou a Petrobras e outras cinco petroleiras para retomar as operações em 26 campos de petróleo paralisados no país, sob o risco de perda da concessão.

As empresas terão até 12 meses para reiniciar as atividades nos campos produtores.

A proposta foi autorizada em resolução do CNPE (Conselho Nacional de Política Energética) publicada no dia 8 de março, que trouxe uma série de medidas para tentar fomentar a retomada dos investimentos no setor.

De acordo com a ANP, a Petrobras tem a maior quantidade de campos de petróleo paralisados no país. São 19, em sua maioria campos de menor porte localizados em bacias terrestres.

A maior parte deles está na Bahia e no Espírito Santo, bacias mais antigas, que saíram do foco da Petrobras após o agravamento da crise financeira da companhia.

Apenas três são marítimos: Maromba, na Bacia de Campos, Siri, no Rio Grande do Norte, e Dourados, no litoral de Sergipe.

A Petrobras confirmou que foi notificada pela ANP e disse que alguns dos campos mencionados pela matéria já retomaram produção ou retomarão em breve. "Outros permanecem em processo de análise", disse a estatal, em nota, sem especificar os projetos.

As outras empresas notificadas para retomar atividades são Proen, Nova Petróleo, Oceania OG, Petrosynergy e Recôncavo.

A Petrosynergy confirmou que foi notificada pela ANP e diz que um de seus campos está com a produção suspensa "devido às dificuldades na comercialização do petróleo" extraído.

O segundo campo, no Espírito Santo, tem apenas um poço que, por problemas técnicos, está produzindo muita água, o que levou à suspensão das atividades. A empresa disse ter informado a ANP sobre o calendário para a retomada da produção.

A ANP acredita que, caso os atuais concessionários não queiram manter os ativos, pode encontrar novos interessados. A estratégia faz parte de uma política de oferecer ao mercado jazidas que já tiveram produção, chamadas de áreas com acumulações marginais.

Neste momento, a agência mantém consulta pública para avaliação do interesse por 16 áreas desse tipo, localizados no Espírito Santo, Bahia e Rio Grande do Norte.

Folha de S. Paulo - 22/04/2016

Maromba pode ser relicitado pela ANP

A ameaça da ANP de retomar a concessão de campos parados e sem produção há mais de um ano pode permitir o rebid não só não só projetos onshore, como também offshore. A lista de 26 campos já identificados pelo órgão regulador inclui, além de campos terrestres localizados nas bacias do Espírito Santo, Potiguar, Recôncavo, Sergipe e Tucano Sul, a área de Maromba, localizada na Bacia de Campos e operada pela Petrobras em parceria com a Chevron.

Além de Maromba, a relação contempla Cacimbas, Aratu, Siri, entre outros. Os campos são operados pela Petrobras, responsável por nada menos que 19 concessões, Proen Projetos Engenharia Comércio e Montagens (um), Nova Petróleo (um), Oceania OG Exploração e Participações em Petróleo (um), Petrosynergy (dois) e Recôncavo E&P; (dois).

A ANP já notificou os seis operadores, concedendo um prazo de um ano para que os projetos sejam colocados em operação. Alguns campos, como é o caso de Maromba, descoberto através dos trabalhos exploratórios feitos no bloco BC-20, da Rodada Zero, sequer chegaram a produzir uma só gota de petróleo. Caso não cumpram a determinação de retomar as atividades, a agência irá retomar as concessões e estudar a possibilidade de colocá-las em leilão em uma nova rodada, conforme diretriz já aprovada pelo CNPE para fomento do mercado.

O campo de Aratu, operado pela Petrobras na Bacia do Recôncavo, é área que registrou produção mais recente. Dados da ANP indicam que a área produziu até feveiro. O campo, produtor de gás, teve atividade entre 2009 e 2013, ainda de acordo com dados da agência.

A maior parte dos projetos está localizada na Bacia do Espírito, onde estão concentrados nada menos que 10 campos, sendo nove operados pela Petrobras e um pela Petrosynergy. A lista inclui projetos das rodadas zero, três, quatro, seis, sete, nove e dos leilões de acumulações marginais.

Brasil Energia Óleo e Gás - 22/04/2016

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