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ON vira referência internacional em geofísica

 

Ministro dá posse ao novo mandato de quatro anos do diretor Sergio Fontes

O Observatório Nacional (ON) inaugurou em 14 de abril em seu campus, em São Cristóvão, o edifício Lélio Gama. Trata-se do novo prédio que vai abrigar os pesquisadores de Geofísica e os laboratórios de gravimetria, geotermia, petrofísica e geomagnetismo. Com 1.800 m , as instalações também serão ocupadas pelos projetos “Rede Sismográfica do Sul e Sudeste do Brasil”, “Pool de Equipamentos de Geofísica do Brasil” e “Rede Brasileira de Observatórios Magnéticos”. Esses projetos tornarão o ON um centro internacional de pesquisas em geofísica.


O Ministro da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende, esteve no Rio de Janeiro especialmente para a ocasião. Ele  aproveitou para dar posse ao novo mandato do diretor do ON, o geofísico Sergio Fontes, que fica mais quatro anos no cargo. O edifício inaugurado ontem foi construído em duas fases com recursos da Finep, no valor de R$ 2,2 milhões, e da Petrobras, no valor de R$ 400 mil.

Diretor do ON entre 1952 e 1967, Lélio Itapuambyra Gama foi um pesquisador de capacidade reconhecida no meio acadêmico nas áreas de Matemática, Astronomia e Geofísica. Ele foi um dos fundadores do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF), do Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa) e do CNPq.

Centro internacional


O ON está finalizando a “Rede Sismográfica do Sul e Sudeste do Brasil”, que vai monitorar os tremores de terra nessa região que concentra a maior parte da população do país. Ao custo de R$ 6,1 milhões financiados pela Petrobras, o projeto conta com 11 estações equipadas com sismógrafos, GPS de alta precisão e gravímetros. Tudo instalado em áreas militares, para proteção dos equipamentos.

“Além da questão da segurança das pessoas, os dados sismológicos poderão ser utilizados para se obter, como em medicina, uma tomografia de até centenas de quilômetros no interior da terra. Isso vai permitir um avanço no conhecimento geológico da crosta e litosfera sob o território brasileiro, que ajuda a entender a evolução do planeta e das bacias sedimentares”, explica Sergio Fontes, coordenador do projeto.

No Brasil estão somente dez das seis mil estações sismográficas que existem no mundo. A falta de equipamentos para conhecer mais o assunto por aqui disseminou a crença de que o país estaria livre de terremotos. Mas a destruição do povoado de Caraíbas, em Minas Gerais, no final de 2007, lembrou a todos que isso não é verdade. Com 4,9 pontos na escala Richter, o terremoto de Caraíbas nem foi o de maior magnitude já registrado no país. Em 1955, dois terremotos, um no Mato Grosso e outro no Espírito Santo, chegaram a 6,2 pontos, mas não causaram estragos e nem vítimas porque seus epicentros foram em áreas desabitadas.

Também em fase final de implantação e com financiamento da Petrobras, de R$ 14 milhões, o “Pool de Equipamentos Geofísicos do Brasil” ficará disponível para uso das diversas instituições que fazem parte da Rede Temática de Geotectônica, criada pela Petrobras. O pool foi idealizado pelo geofísico Sergio Fontes, diretor do ON, e apresentado pela primeira vez em 1996 em artigo publicado na Revista Brasileira de Geofísica.

Já a “Rede Brasileira de Observatórios Magnéticos” vai tornar mais eficiente a produção das cartas magnéticas que o ON produz desde que foi fundado em 1827. São essas cartas que permitem a leitura correta das bússolas, uma vez que elas apontam sempre o norte magnético e não o geográfico. Esse serviço ainda é requisitado com frequência por empresas de navegação e aviação, como a Embraer.

Do ponto de vista científico, ela vai pesquisar fenômenos relacionados ao campo magnético sobre o Brasil, como a Anomalia Magnética do Atlântico Sul. Em uma região mais ou menos onde se localiza o estado de Santa Catarina, o campo magnético terrestre é muito reduzido. Isso afeta desde satélites em órbita da Terra até a Estação Espacial Internacional, que precisou ter um revestimento especial para lidar com a anomalia, e o telescópio Hubble, que não faz observações enquanto passa por ela. Hoje, o ON possui dois observatórios, um em Vassouras (RJ), de 1915, e outro em Tatuoca (PA), de 1957. Para criar a rede, com mais três observatórios fixos (um no DF e dois na Amazônia) e dez itinerantes, a instituição investiu, com recursos da Finep, R$ 670 mil.

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