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Petrobras divulga Relatório de Tecnologias 2012

A Petrobras divulgou esta semana o Relatório de Tecnologias 2012. O documento reúne os principais resultados obtidos nas áreas de engenharia básica e pesquisa & desenvolvimento ao longo de 2012.

Somente nos últimos dez anos, os investimentos da Petrobras em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) cresceram 22,7% ao ano e, em 2012, atingiram US$ 1,1 bilhão. Esse investimento em P&D está inserido no Plano de Negócios e Gestão (PNG) 2013-2017, que tem como meta investir US$ 236,7 bilhões nas áreas de Exploração & Produção, Abastecimento, Gás e Energia e demais áreas da empresa.

A estratégia tecnológica da Petrobras está organizada em três grandes eixos direcionadores: a expansão dos limites atuais dos negócios da Petrobras, a agregação de valor e diversificação dos produtos da companhia e a sustentabilidade da indústria de energia.

Geofísica Brasil destaca as pesquisas inovadoras em duas áreas:

Exploração de novas fronteiras - Descoberta de novas fronteiras exploratórias, tanto em terra como em mar, por meio de investigações geológicas e geofísicas abrangentes em escala de bacias; e implementação de processamento sísmico inovador e algoritmos de inversão.

Reservatórios não convencionais - Otimização e desenvolvimento de soluções para perfuração e produção em reservatórios não convencionais, gás de xisto (shale gas), hidratos de gás, metano em leito de carvão (coal bed methane), gás de areias compactas (tight gas) e óleo de xisto (shale oil), por meio de investigações geofísicas das áreas de fronteira terrestres no Brasil, e da otimização da construção de poços com tecnologias atualmente disponíveis e eficientes em custo.

Principais inovações

  • Estudos sísmicos e batimétricos iniciais da Margem Equatorial já aprimoram modelo geológico de suporte exploratório da Petrobras

Com objetivo de construir um modelo da evolução da Margem Equatorial Atlântica a partir de sua implantação há cerca de 120 milhões de anos, o Institut Français de Recherche pour l' Exploitation de la Mer (Ifremer) adquiriu, contratado pela Petrobras, dados de refração sísmica profunda e dados de batimetria ao longo de seções na Bacia de Barreirinhas, litoral do Estado do Maranhão.

A refração sísmica permite a visualização de feições mais profundas da geologia estrutural e complementa os dados de reflexão sísmica empregados usualmente pela indústria para a prospecção de óleo e gás.

Os dados obtidos já foram incorporados ao processo exploratório da Petrobras para redução de risco exploratório na Margem Equatorial. Os estudos prosseguirão pelos próximos dois anos com o  processamento e interpretação dos dados pelo Ifremer, com acompanhamento da Petrobras para incorporação contínua das informações geradas.

Os resultados proverão informações que, adicionadas aos dados de sísmica de reflexão e de poços já perfurados – que incluem informações sedimentológicas, bioestratigráficas, geoquímicas e geomecânicas –, permitirão ao grupo de interpretação exploratória da Petrobras aprimorar os modelos de evolução dos sistemas petrolíferos daquela área, reduzindo incertezas geológicas e identificando novas possibilidades para prospecção.

Este mapa representa a situação dos continentes sul-americano e africano há 83,5 milhões de anos. (Petrobras: Relatório de Tecnologias 2012)

 

  • Petrobras conclui modelo sísmico da área de Júpiter, no pré-sal da Bacia de Santos

O modelo permite a realização de simulações para testar novas técnicas de migração e inversão Full Wave Inversion (FWI), além de estudos de iluminação. Os resultados aperfeiçoarão as condições de interpretação dos alvos do pré-sal, pela obtenção de melhores imagens sísmicas.

O modelo desenvolvido – um cubo de velocidades de propagação de ondas sísmicas compressionais – foi montado com base em informações de levantamentos sísmicos e de poços adquiridos anteriormente.  Planeja-se aplicar a metodologia em outras áreas de interesse da companhia, nas bacias do Espírito Santo e de Campos, por exemplo.

Modelo Sísmico da área de Júpiter. (Petrobras: Relatório de Tecnologias 2012)

 

  • Análise estratigráfica-sedimentar da Bacia do Parnaíba atualiza concepções sobre prospectividade da área

Foram avaliadas pela Petrobras, em parceria com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), as evoluções estratigráfica, sedimentar e tectonoestrutural da Bacia do Parnaíba. Essa bacia terrestre intracratônica tem cerca de 600 mil km2, compreendendo porções dos estados do Maranhão, Piauí e Tocantins, e é  preenchida predominantemente por rochas paleozoicas (idades entre 450 e 250 milhões de anos).

O trabalho, que compreendeu intensivo levantamento geológico de seções no campo, se rá fundamental para a formulação de um modelo exploratório atualizado para essa bacia, que – em função de resultados recentes de campanhas exploratórias – já desponta como uma importante fronteira prospectiva do território nacional.

Localização da Bacia do Parnaíba no Mapa do Brasil com rocha paleozóica no detalhe. (Petrobras: Relatório de Tecnologias 2012)

 

  • SimBR apresenta excelente desempenho em simulação da área de Água Viva

A simulação numérica da geração e acumulação de petróleo através da modelagem de bacias é uma ferramenta em desenvolvimento pelas grandes empresas da indústria de óleo e gás. A Petrobras realizou essa modelagem para o sistema petrolífero da área de Água Viva (Bacia de Santos) como forma de avaliar o desempenho do Simulador 3D de Modelagem de Sistemas Pe trolíferos (SimBR) desenvolvido pela companhia.

O SimBR é uma ferramenta para análise de risco exploratório em cenário real. Os técnicos confrontaram os resultados do SimBR com simulações realizadas com softwares comerciais. Em diferentes aspectos, os resultados do SimBR foram superiores, por apresentarem maior rigor científico e matemático. Destaca-se a correção automática da base da camada de sal feita pelo SimBR, que demonstra maior precisão na simulação e, consequentemente, na definição de
potenciais reservatórios para produção de hidrocarbonetos. Ao longo de 2013, pretende-se introduzir o SimBR no processo exploratório da Petrobras.

  •  Levantamento sísmico em Coil Shooting, testado na Cessão Onerosa, permite maior precisão e detalhamento de reservatórios em áreas complexas a custos reduzidos

A conclusão do processamento dos dados sísmicos em Coil Shooting, adquirido em caráter experimental na área da Cessão Onerosa a leste do Campo de Iara, pré-sal da Bacia de Santos, mostrou a viabilidade dessa tecnologia. Os dados coletados apresentaram qualidade de imagem bem superior às já obtidas nas áreas adjacentes pelas técnicas convencionais, possibilitando interpretação mais detalhada e confiável.

O Coil Shooting, desenvolvido e patenteado pela empresa WesternGeco, é uma técnica de aquisição sísmica que possibilita a obtenção de dados multiazimutais a partir de um único barco navegando em trajetórias circulares. Por esse motivo, permite o levantamento sísmico multiazimutal em áreas com restrição de manobras das embarcações, e a custos reduzidos quando comparado às técnicas consagradas de aquisição Wide-Azimuth, para áreas de até 500 km2, que necessitam de quatro embarcações.

As técnicas multiazimutais, como o Coil Shooting e o Wide-Azimuth, têm como principal vantagem a capacidade de le vantar da dos em regiões cuja complexidade geológica não seria corretamente capturada por técnicas de aquisição convencionais.

Barco navegando em trajetória circular para aquisição sísmica por meio da técnica de Coil Shooting. Imagem fornecida por cortesia da WesternGeco LLC., referente à tecnologia Coil, cuja patente é de propriedade da WesternGeco. (Petrobras: Relatório de Tecnologias 2012). Técnica permite levantamento sísmico multiazimutal em áreas de até 500 km2 a custos reduzidos.
  • Concluída com sucesso perfuração de poço direcional de 85º em Piloto de Lula

A Petrobras obteve êxito em janeiro 2012 na perfuração de trecho salino com ganho de ângulo de 85º no poço P8H do Piloto de Lula. Por apresentar fluência elevada, o sal comporta-se como fluido nas operações de perfuração, o que dificulta o ganho de ângulo de poços em intervalos salinos. Esse era o principal desafio para a perfuração de poços horizontais e de longo alcance (Extended Reach Well – ERW) no pré-sal, técnica que minimiza o número de poços e seus custos associados.

A primeira fase do projeto ocorreu no Campo de Aguilhada, quando foram desenvolvidos e calibrados simuladores numéricos para cálculos de deformação e dissolução salina, assim como foram criados fluidos especiais (100% sintéticos) para perfuração, além de pastas de cimentação. Na etapa seguinte, foram perfurados dois poços horizontais, em Marlim (Brava) e Crealb (Albacora Leste), atingindo a inclinação final de 23º e 30º.

Posteriormente, a Petrobras aumentou o ganho de ângulo na perfuração do poço 7-LL2D-RJS na Bacia de Santos, alcançando 53º. A adoção dessa técnica em substituição à perfuração de poços verticais proporciona maior contato do poço com o reservatório e, consequentemente, aumento de produção com menor número de poços produtores.

Imagem ilustrativa da evolução do ganho de ângulo em trecho salino durante perfuração de poços. (Petrobras: Relatório de Tecnologias 2012)

 

  • Petrobras inicia perfuração de seu primeiro poço para exploração de óleo de folhelho (shale oil) na formação Vaca Muerta em Neuquén-Argentina

O poço exploratório PBE.Nq.RDA.x-1001 teve sua perfuração iniciada em dezembro de 2012 no bloco Rincón de Aranda, na Bacia de Neuquén, com previsão de término para março de 2013. Nessa primeira fase, serão recolhidas amostras da rocha reservatório para testes laboratoriais que possibilitarão o projeto de multifraturamento, tecnologia atualmente em uso para extração do óleo e gás de folhelho. Em 2013, a Petrobras pretende perfurar o primeiro poço para exploração de gás de folhelho também na formação Vaca Muerta.

 

Desenho esquemático da geologia de recursos de gás natural. (Petrobras: Relatório de Tecnologias 2012). Legendas: Gás natural convencional não associado; Arenito; Selo; Folhelho rico em gás (gás de folhelho); Metano em leito de carvão; Óleo; Gás natural de arenitos fechados; Gás natural associado.

Cenário de óleo e gás de folhelho na Petrobras e no mundo

Nos Estados Unidos, a extração comercial, em larga escala, de gás e óleo de folhelho já é uma realidade. Segundo estimativas de 2011 da U.S. Energy Information Administration (EIA), a Argentina é o terceiro país no mundo com maior potencial tecnicamente recuperável de gás de folhelho (shale gas), com 22 trilhões de m3, atrás apenas da China e dos Estados Unidos, com 36 trilhões de m3 e 24 trilhões de m3 respectivamente.

Embora só tenha sido avaliada a Bacia do Paraná, o Brasil aparece em décimo no relatório da EIA com 6,8 trilhões de m3. A Petrobras Energia (Pesa) é operadora de áreas portadoras de óleo e gás em 11% dos 33 mil km2 da formação Vaca Muerta na Bacia de Neuquén, onde a relação de concentração de reservas potenciais por km2 é 20 vezes maior que a média dos Estados Unidos. Tam bém é operadora de 30% dos 11 mil km2 da formação Palermo Aike na Bacia Austral, no extremo sul da Argentina.

  • Rede Sismográfica Brasileira inicia transmissão integrada de dados das regiões Nordeste, Sudeste e Sul do país

Os dados ampliam o conhecimento da litosfera e do posicionamento dinâmico da placa tectônica Sul-Americana. A companhia investiu R$ 31 milhões no projeto, que conta com a parceria da Universidade de São Paulo (USP), da Universidade Federal de Brasília (UnB), da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), do Observatório Nacional (ON) e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Essas instituições realizaram as instalações e atualmente coletam os dados e integram as informações.

Os dados são obtidos por meio de 51 estações sismográficas e 47 GNSS (Global Navigation Satellite Systems) que monitoram a atividade tectônica na crosta continental brasileira. Até o final de 2013, serão instaladas estações sismográficas nas regiões Norte e Centro-Oeste do País e essas informações serão reunidas em portal para compor um panorama sismográfico nacional.

Mapa do Brasil com a localização das estações sismográficas. (Petrobras: Relatório de Tecnologias 2012)

 

Leia a íntegra do Relatório de Tecnologias Petrobras 2012 aqui.

Agência Petrobras  - 30/09/2013

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