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"A produtividade da primeira semana na selva já atingiu e superou as metas, e isto é uma indicação de que, possivelmente, a continuar nesse ritmo, o prazo de execução do projeto será menor que o previsto," afirmou o geólogo Marcos Frederico de Almeida, sócio-diretor e fundador da Geoquasar.

Segundo o executivo, nos últimos 40 anos da indústria do petróleo no Brasil, a Geoquasar é a primeira empresa privada brasileira de serviços geofísicos a realizar uma mobilização completa na Amazônia.

"Até hoje, todas as companhias sempre contaram com o auxílio da Petrobras para a mobilização e instalação da infra-estrutura que dá suporte e apoio nas operações de selva. Com as novas modalidades de licitação e contratos, nós fomos os primeiros a fazer isto sozinhos," salientou Almeida.

Além de toda a mobilização de pessoal, equipamentos e infra-estrutura colocados na margem do Rio Tefé, a Geoquasar também obteve a licença para a operação junto ao Exército e Capitania dos Portos. As licenças ambientais foram obtidas pela HRT.

Diferencial

Para cumprir o contrato com a HRT na Bacia do Solimões, a Geoquasar formou uma equipe com cerca de 500 colaboradores que se alternam no trabalho de campo. "Entre eles, profissionais experientes que sabem o que estão fazendo e fazem bem feito", acrescentou Almeida.

Para otimizar os processos de trabalho, a empresa procura inovar, adotando tecnologias emergentes. Os dados topográficos, por exemplo, são transmitidos via satélite ao final de cada dia, permitindo que os supervisores de Topografia recebam os dados no acampamento base da empresa em tempo real para que possam conferir e checar os referidos dados. Desta maneira, o planejamento e a logística do dia seguinte são feitos com total segurança e sem margem para erros.

O serviço começou pelo levantamento topográfico dos terrenos e o tiro inicial para a aquisição foi dado em 1º de fevereiro. A empresa utiliza equipamentos de aquisição sísmica terrestre da marca francesa Sercel, com sensores, cabos e geofones de última geração. Outra característica diferenciada da empresa, segundo Almeida, é dispor do triplo de equipamentos necessários no campo para realizar a campanha de aquisição.

"Combinamos tecnologia de ponta com uma equipe integrada que pensa diferente e atua criativamente. São pequenos detalhes que fazem diferença no resultado final", resumiu o diretor. Segundo ele, a Geoquasar atinge um diferencial ao reunir em seus quadros um time de profissionais experientes em sísmica, entre eles Chaalen Hage (Diretor de Operações), Cruz Rojas (Gerente de Operações), Libardo Bustamante (Supervisor de Operações), Derli Lago e Alberto Moreno (Chefes da equipe sísmica).

"Somamos 300 anos de idade, uns 180 de experiência profissional e um conhecimento de toda a América Latina. Somos a primeira empresa constituída por profissionais genuinamente oriundos da sísmica, entre geofísicos e geólogos. Além do mais, a empresa possui em seu quadro muitos outros profissionais de altíssimo nível que atuam em todos os demais departamentos", destacou Almeida.

Operação segura

O objetivo da pesquisa sísmica é identificar camadas no subsolo que possam ter acúmulos de petróleo e/ou gás em condições e quantidades que permitam seu aproveitamento econômico. É a primeira etapa da exploração e produção de petróleo e/ou gás, indicando os pontos mais prováveis de se encontrar um reservatório.

A Sísmica baseia-se em um método acústico, ou seja, utilizam-se ondas sonoras. Estas ondas acústicas são geradas por uma fonte de energia acústica produzidas por uma carga explosiva "plantada" diretamente no solo. Essas ondas sonoras atingem a subsuperfície, onde percorrem as camadas rochosas e são refletidas de volta. Ao retornarem, estas ondas são registradas por uma grande quantidade de sensores (geofones). A energia captada pelos geofones é convertida em sinais digitais que serão interpretados, posteriormente, por especialistas.

Na mata fechada, as equipes abrem uma picada de aproximadamente 1,2m de largura para passagem dos cabos e geofones. A cada 50 metros são abertos poços para inserção dos explosivos que são utilizados como fonte de energia acústica para a aquisição de dados sísmicos.

Imediatamente após a finalização dos trabalhos sísmicos, a vegetação volta a crescer e em alguns meses fica praticamente impossível identificar por onde as equipes de campo passaram. Além do mais, todo e qualquer material ou resíduo que não seja biodegradável é recolhido, segregado e destinado de acordo com as normas ambientais vigentes.

A cada 3,5 km ao longo das linhas sísmicas, a equipe abre um heliporto para servir de base para equipamentos e materiais, que são trazidos e levados por helicópteros de acordo com o avanço dos trabalhos. São três helicópteros novos dedicados à operação.

Os cuidados com Saúde, Meio Ambiente, Segurança Ocupacional e Qualidade (QSMS), segundo Marcos Almeida, são conduzidos com muita seriedade pela Geoquasar. Até o fechamento desta matéria, não havia registro de nenhum acidente com membros da equipe. Alinhada ao compromisso de preservação ambiental e da vida, cerca de 30 colaboradores, entre eles médicos e enfermeiros, atuam sob o comando direto do Gerente de QSMS, Gerson Norberto.

Por encontrar-se em uma área de alto risco como a selva amazônica, o esforço é mais concentrado. Do acampamento flutuante ancorado no Rio Tefé partem médicos da ES-318 para visitar comunidades ribeirinhas a fim de verificar se há incidência de doenças endêmicas, como a malária e a leishmaniose, por exemplo. Além de colaborar com a saúde da comunidade local, a iniciativa da Geoquasar visa também evitar a contaminação dos colaboradores e garantir a continuidade do trabalho com qualidade e dentro do prazo.

Integração

Além de prestar serviços de aquisição de dados, a Geoquasar atua também com processamento e interpretação, incluindo análise de bacias e definição de prospectos. Atuando como revendedora de tecnologias emergentes, ela representa comercialmente as empresas proprietárias destas tecnologias no mercado global. Um exemplo disso é a britânica Foster Findlay Associates Limited ("ffA") proprietaria do software SEA 3D Pro (Linux) ou SVI 3D Pro (Windows) que realiza análises sísmicas, um dos líderes de mercado.

"Esse é um software amigável de análise sísmica que pode ser utilizado mesmo por quem não conhece profundamente os atributos sísmicos e ainda consegue reduzir o tempo de interpretação", destacou o geofísico Miguel Nunes, diretor Técnico da Geoquasar. Segundo ele, o próprio programa aponta o roteiro: primeiro, faz o acondicionamento dos dados pós-stack, a filtragem dos ruídos, o imageamento estrutural, o imageamento de falhas, a decomposição espectral, o imageamento estratigráfico, o desenvolvimento e finalmente a integração dos resultados. Atualmente, o software da ffA é utilizado sob licença e supervisão da Geoquasar na Petrobras, PDVSA, Ecopetrol, OGX e Vale, entre outras.

"Somos uma empresa de prestação de serviços de aquisição, processamento com qualidade e interpretação. O mais importante é que podemos fazer análise de bacias e definir prospectos. Isso é um diferencial totalmente novo," salientou Miguel Nunes.

O controle de qualidade dos dados no campo é feito diariamente através de um pré-processamento. O processamento final será feito por outra empresa, conforme determinação da HRT. De acordo com Marcos Almeida, a Geoquasar tem planos de inaugurar um centro de processamento de dados nos próximos meses.

"A intenção é continuar construindo uma empresa brasileira, de capital nacional, que possa competir com as grandes prestadoras de serviços geofísicos, com a diferença de ter tecnologia integrada em aquisição, processamento e interpretação, mas também com representação de tecnologias de referência mundial", antecipou o diretor.

 
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