Otimização da Produção do Reservatório
Submit to FacebookSubmit to Google PlusSubmit to TwitterSubmit to LinkedIn

O Brasil ganhará seu primeiro laboratório-fábrica de ímãs de terras-raras, que será implantado em Minas Gerais. O projeto inovador da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig), será desenvolvido pela Fundação Centros de Referência em Tecnologias Inovadoras (Certi), em parceria com a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), contando com cerca de 20 especialistas técnicos.

O empreendimento teve início oficial esta semana em Belo Horizonte, em reuniões nos dias 24 e 25 de fevereiro na Codemig. A ação pioneira representa um passo importante para a fabricação do ímã permanente de terras-raras no país, elemento indispensável à vida moderna.

Componentes-chave de aplicações intensivas em energia, como aerogeradores e motores elétricos para maquinas industriais, eletrodomésticos, elevadores e carros híbridos e elétricos, os ímãs de terras-raras constituem um dos grandes responsáveis pelo aumento da eficiência energética. “O desenvolvimento da tecnologia e a produção de ímãs de alta potência em Minas Gerais representam um grande avanço na agregação de valor às reservas de terras-raras existentes no estado e um passo decisivo para o fomento de toda cadeia produtiva de motores e geradores elétricos de alta eficiência”, ressalta o presidente da Codemig, Marco Antônio Castello Branco.

Com o objetivo de aproveitar o conhecimento que vem produzindo junto com a UFSC e o IPT, a Codemig contratou a Fundação Certi, por R$ 3 milhões, para elaborar o plano de negócio e o projeto executivo do laboratório-fábrica com capacidade anual de 100 toneladas de ímãs, que será erguido ao custo estimado de R$ 80 milhões, ao longo de 2017, em área que a empresa já possui na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Além disso, serão também realizados, no âmbito do contrato, os estudos de viabilidade técnica, econômica, comercial e ambiental de uma unidade industrial de grande porte de ligas e ímãs permanentes de terras-raras a ser erguida em Minas Gerais, buscando resoluções para as questões de rentabilidade, de modo a alinhar as escolhas técnicas às demandas e aplicações de maior impacto para o mercado de ímãs de terras-raras no Brasil.

A parceria com a Fundação Certi inclui ações para apoiar a estruturação de um ambiente empresarial capaz de fomentar em Minas Gerais a competência tecnológica e produtiva das ligas e dos ímãs permanentes de terras-raras de diferentes características para as mais diversas aplicações. Isso inclui a atração e o desenvolvimento de fornecedores de equipamentos e insumos nos setores de mineração e metalurgia, bem como o suporte aos desenvolvedores de produtos e, principalmente, o estímulo a pesquisas realizadas em universidades e institutos de tecnologia, além da formação de mão-de-obra especializada.

De acordo com o superintendente de Negócios da Fundação Certi, Laércio Aniceto Silva, o empreendimento também irá dispor de ambientes propícios para geração de conhecimento técnico-científico em pesquisa e desenvolvimento (P&D;), operação, produção e manufatura. “A intenção é realizar, ao mesmo tempo, operações de rotina fabril, produzindo ligas e ímãs diretamente para o mercado”, explica o profissional da Fundação Certi, instituição de ciência, tecnologia e inovação.

Segundo informações da Certi, a atual situação do mercado internacional desses ímãs forçou os fabricantes a instalarem suas fábricas em regiões com oferta abundante de matéria-prima, como a China, impondo um monopólio de 97% da produção mundial de óxidos de terras-raras e limitando a exportação por meio de cotas. Como consequência, o mercado nacional passou a ser atendido exclusivamente via importação, o que resulta em inconstância de preços e escassez de oferta em setores estratégicos e de alta relevância tecnológica.

Terras-raras

A cidade mineira de Araxá é reconhecida também pela produção de nióbio. É de lá que vem significativa parcela da receita da Codemig, fruto da parceria com a Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM), que extrai o minério, processa-o e, a partir dele, produz o nióbio. Do rejeito de sua produção, tornou-se possível, por meio de pesquisas, produzir as terras-raras, atualmente muito utilizadas nas tecnologias de ponta, para fazer funcionar tablets, lasers, turbinas usadas na produção de energia eólica, telefones celulares, mísseis e equipamentos eletroeletrônicos.

A vantagem das terras-raras produzidas em Araxá é que elas são praticamente um subproduto da exploração do nióbio. Isso barateia o custo industrial e pode tornar a Codemig mais competitiva em preços, em relação àqueles que só exploram terras-raras.

Divulgação/Codemig

Comente este artigo



Atualizar

CGG Rodapé
CPGEO