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  A Transocean, empresa contratada pela Chevron para fazer a perfuração do poço que vazou petróleo na Bacia de Campos, e que também era responsável pela plataforma da British Petroleum, que explodiu em abril de 2010, no Golfo do México, não poderá mais operar no Rio e, provavelmente, no Brasil. A afirmação é do secretário de Ambiente do Estado do Rio, Carlos Minc, que promete, além de cassar a licença da empresa, pedir ao Ibama que faça o mesmo. "Não precisamos de processo. É uma decisão meramente administrativa."

Ontem, a Agência Nacional do Petróleo (ANP) informou que o vazamento de óleo na fissura no fundo do mar ainda não cessou. Segundo a agência, as imagens obtidas no fundo do mar no sábado e os dados enviados pela Marinha ontem confirma que ainda há vazamento em alguns pontos.

Em nota, a Chevron disse ontem que "continua informando as autoridades governamentais competentes. Estamos trabalhando com todas as agências do governo brasileiro de forma contínua para avaliar o problema, mitigar os impactos e identificar a causa raiz."

Para Minc, o vazamento no campo de Frade, no litoral norte do Rio, era "perfeitamente evitável. Não foi falha humana ou de equipamentos. A companhia perfurou ao lado de uma fissura de 300 metros". Minc vai pedir à Chevron que encaminhe ao governo o estudo geológico da região perfurada. "O estudo deve mostrar que o solo era instável. Se não mostrar, a empresa geológica também é incompetente."

Há mais de uma semana, o óleo bruto vaza no fundo do mar na Bacia de Campos. Nos primeiros dias, nem a Chevron percebeu o vazamento, porque o óleo bruto saía de fissuras no fundo do mar. No dia 8, técnicos da Petrobras, que estavam numa plataforma a 4,6 quilômetros de distância, alertaram a companhia a respeito da mancha sobre o mar, que já atinge pelo menos 60 quilômetros quadrados.

Na véspera, a Chevron tinha apenas identificado um problema no fundo do poço que estava sendo perfurado: a lama usada para conter a pressão do óleo não tinha peso suficiente para manter o combustível no reservatório.

Hoje, a Polícia Federal recebe da petrolífera as explicações sobre o acidente. O delegado responsável pela apuração do vazamento, Fábio Scliar, vai indiciar a empresa por dois crimes ambientais: pelo vazamento de óleo e por não estar recolhendo o petróleo do mar, o que a empresa nega. A companhia ainda pode ser processada por não ter comunicado corretamente o tamanho do vazamento.

Valor Econômico - 21/11/2011
 
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