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Estudo mostra novo modelo de vulcanismo na Bacia do Paraná

Um estudo da Mineropar aponta que há um modelo alternativo de vulcanismo com erupções explosivas que ocorreram na Bacia do Paraná há 135 milhões de anos. Um antigo modelo considerava que no passado houve derramamento de lava com uma característica "tranquila". Com as pesquisas, foram encontradas evidências concretas de erupções explosivas em 400 dos mais de 2.000 pontos da Formação Serra Geral em solo paranaense visitados por geólogos da Mineropar.

Segundo o geólogo da Mineropar, Otávio Boni Licht, uma das evidências é o centro eruptivo encontrado no município de Cruz Machado, no Sul do Estado. Ele ressalta que o conceito deste novo modelo de vulcanismo na Formação Serra Geral está baseado no fato de que o magma gerado há cerca de 30 Km de profundidade durante o seu caminho até à superfície encontrou, há milhões de anos, sistemas aquíferos dentro da Bacia do Paraná. Neste encontro, a água foi transformada em vapor de uma forma violenta e instantânea, proporcionando um aumento de pressão dentro do conduto gerando eventos vulcânicos explosivos na superfície. Este modelo é conhecido em Vulcanologia como hidrovulcanismo.

Licht explica que uma das possibilidades de interação do magma é com a água do Aquífero Guarani (Formação Botucatu), que também se distribui por toda a Bacia do Paraná e sob a Formação Serra Geral. Além da Formação Botucatu existem outros aquíferos nos 6.000 metros de espessura da sequencia sedimentar da Bacia do Paraná.

Na opinião de Licht, o novo modelo de vulcanismo é importante porque o Aquífero Serra Geral deve ser reestudados considerando as erupções explosivas existentes há milhões de anos. "Ainda existem regiões com baixa produção de água no Aquífero Serra Geral, cujas razões não estão bem entendidas e podem estar relacionadas com esses produtos de vulcanismo explosivo", pondera.

De acordo com o geólogo, o novo modelo de vulcanismo facilita o entendimento do processo que formou os geodos de ametista no Sudoeste do Estado e em muitos outros lugares da Bacia do Paraná. Com relação à exploração mineral, este novo modelo de vulcanismo abre as possibilidades de pesquisa na Bacia do Paraná, inclusive de metais como o cobre e elementos do grupo da platina.

O território paranaense é coberto por rochas vulcânicas da Formação Serra Geral em 50% do Estado. O Paraná tem 200 mil quilômetros quadrados e a Formação Serra Geral, 90 mil quilômetros quadrados.

Mineropar - Serviço Geológico do Paraná - 11/08/2011.

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