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  "Vamos buscar entender melhor a rocha, aprimorando o uso da sísmica para prever o comportamento tanto da rocha quanto do fluído, principalmente na fase de exploração, mas também, é claro, na etapa de desenvolvimento da produção", salientou.

Faria (na foto, à esquerda) destaca ainda que, uma vez perfurado o poço e descoberta a jazida, a sísmica passa a ser ferramenta fundamental para a avaliação desta nova descoberta. No Laboratório de Física de Rochas são medidas as propriedades acústicas dos testemunhos, em condições de temperatura e pressão similares às dos reservatórios em profundidade, que são importantes para calibrar e orientar a interpretação dos dados sísmicos.

"No laboratório, se faz as medidas clássicas de velocidades de uma onda elástica nas diversas rochas. Agora, queremos fazer medições em testemunhos com diferentes fluidos, para conhecermos melhor a resposta sísmica do reservatório ao fluido nela contido. Isso é muito importante para o entendimento do comportamento do reservatório no caso de estimulação de produção por injeção de gás, por exemplo", explicou o pesquisador, completando: "Iremos substituir o fluído contido nos espaços porosos das rochas e mediremos sua influencia nos valores das velocidade sísmicas."

Faria acrescenta que, para essa finalidade, estão sendo desenvolvidos novos equipamentos. "A maior parte dos equipamentos que utilizamos no laboratório de Física de Rochas são projetados por nós. Visitamos outros laboratórios para ver o que há de novo e concebemos o que queremos para as nossas instalações, buscando no mercado quem possa fabricá-los de acordo com nossas especificações", concluiu.

Expansão estratégica

A expansão tecnológica, por meio da ampliação das instalações do Cenpes e a criação das Redes Temáticas, com fortes investimentos em laboratórios de universidades de todo o País, foi uma das metas estabelecidas pelo terceiro plano estratégico de Ciência e Tecnologia da Petrobras, elaborado em 2003. A concretização dessa meta tornou o Cenpes, hoje, um dos maiores centros de desenvolvimento e pesquisa aplicada do mundo, com mais de 200 laboratórios de P&D; para atender as demandas tecnológicas das áreas de negócio da Petrobras, incluindo as do pré-sal.

Entre 2007-2009 foram investidos R$ 4,8 bilhões, dos quais R$1,2 bilhão foram destinados a universidades e institutos de pesquisa nacionais, parceiros da Petrobras na construção de infra-estrutura laboratorial, na qualificação de técnicos e pesquisadores e no desenvolvimento de projetos de pesquisa.

Dentro desse modelo de redes temáticas, criado em 2006, a Petrobras identificou inicialmente 38 temas estratégicos na área de petróleo e gás, número que com o decorrer do tempo foi ampliado para 50. Foram também selecionados os potenciais colaboradores, que hoje somam cerca de 100 instituições nacionais de P&D.; De acordo com Carlos Tadeu da Costa Fraga, Gerente Executivo do Cenpes, a área laboratorial construída nas universidades brasileiras já é de cerca de quatro vezes a área existente no Cenpes, que tem, para cada pesquisador próprio, outros dez parceiros, nas suas demais instituições de pesquisa, realizando estudos relacionados à solução dos desafios enfrentados pela Petrobras.

Massa crítica

"Essas iniciativas estão alinhadas com o plano de negócios da Companhia, e através de seus comitês tecnológicos a Petrobras monitora periodicamente as atividades de P&D;, garantindo assim o alinhamento das pesquisas aos seus objetivos de negócio", complementa Edison José Milani, Gerente Geral de P&D; de Exploração do Cenpes.

"Há também projetos estratégicos conduzidos em associação com fornecedores tradicionais da Petrobras, que hoje estão se instalando no parque tecnológico do Fundão para consolidar essa parceria e por perceberem o momento favorável pelo qual o Brasil atravessa", diz ele.
Os parceiros são escolhidos de acordo com o conhecimento e a complementaridade das linhas de pesquisa que realiza em relação às demandas da Petrobras.

A modernização dos laboratórios do CENPES é fundamental, segundo Milani, para o alcance das metas da Companhia. Ele aponta também a questão do capital humano como outro aspecto importante nessa expansão.

"No total, temos em torno de 300 pessoas na gerência de P&D; de Exploração: cerca de 100 são geocientistas (85% geólogos e 15% geofísicos), e os demais são técnicos de nível médio em distintas áreas, para operar os laboratórios e as questões administrativas. Entre os geólogos, aproximadamente 70% tem pós-graduação", diz ele, acrescentando que uma das metas do Cenpes é ter o maior número possível de pesquisadores pós-graduados. "Isso compõe uma massa crítica robusta, dando sustentação na condução de nossos processos de investigação", analisa.