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A Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustível (ANP) recebeu manifestação de 21 empresas interessadas em participar da 13ª Rodada de Licitações de área de exploração e produção.

Segundo a diretora da ANP, Magda Chambriard, metade destas companhias é de grande porte, aptas a trabalhar em águas profundas. "As 21 já pagaram e estão retirando o pacote de dados", falou na capital gaúcha, após participar de reunião com o vice-governador do Rio Grande do Sul, José Paulo Cairoli. No início de julho, a ANP havia recebido manifestação de interesse de 17 empresas. O prazo para as inscrições termina em 11 de agosto.

Magda revelou que nesta quarta-feira foram aprovados o edital e o contrato da 13ª rodada, que ocorrerá no dia 7 de outubro - até então, o órgão regulador estava trabalhando com o pré-edital. Segundo ela, como há empresas que preferem esperar pela definição do edital, existe a expectativa de que aumente o interesse pelo leilão.

Ela negou que o momento atual vivido pelo setor, com a depressão do preço do petróleo, diminua a expectativa com relação ao leilão previsto para outubro. "Toda vez que o preço do petróleo cai perguntam se é o momento de licitar uma bacia sedimentar. Vou dizer para vocês: É sim", afirmou. Segundo a diretora da ANP, metade dos leilões feitos no Brasil até hoje ocorreram em momentos em que o preço do barril estava abaixo de US$ 60, corrigidos para valores de atuais - ontem o barril do brent fechou o dia cotado a US$ 53.

"A peculiaridade do Brasil é que ele trabalha muito no mar. Quando se fala de águas profundas, se fala em um projeto de pelo menos 10 anos, e ninguém sabe qual vai ser o preço do petróleo daqui a 5 ou 10 anos. Este curto prazo, como momento de escolha de um projeto de águas profundas, deve ser relativizado. O que as empresas precisam é repor suas reservas. Uma petroleira vive da continuidade exploratória e da manutenção do seu portfólio", disse.

A 13ª rodada ofertará 266 blocos exploratórios, dos quais 182 estão localizados nas bacias terrestres do Amazonas, Parnaíba, Recôncavo e Potiguar e 84 nas bacias marítimas de Sergipe-Alagoas, Jacuípe, Espírito Santo, Campos, Camamu-Almada e Pelotas. O governo espera arrecadar pelo menos R$ 979 milhões com o leilão. O montante se refere ao valor mínimo de bônus de assinatura de todos os blocos exploratórios disponibilizados.

Pelotas

Uma das grandes apostas é a Bacia de Pelotas, no Rio Grande do Sul. Magda veio ao Estado apresentar o leilão ao governo gaúcho. Apesar de ter a geologia ainda desconhecida, sendo portanto considerada de nova fronteira, ela é contínua a outra bacia localizada no Uruguai, que já está sendo explorada por grandes empresas.

De acordo com a diretora da ANP, estudos recentes do órgão regulador indicam um cenário favorável para as áreas que serão agora licitadas. "Temos interpretações sísmicas que indicam que o sistema petrolífero na Bacia de Pelotas pode estar ativo e ter bom resultado na exploração", falou.

Os blocos da Bacia de Pelotas que entram neste leilão estão mais ao sul da área que já havia sido concedida na 6ª rodada, em 2004. Magda reconheceu que a experiência do país vizinho contribuiu para a decisão de apostar novamente em Pelotas. "A contratação de áreas no Uruguai me chamou a atenção, como também me achou a atenção os resultados da exploração da costa africana e os resultados e a interpretação dos levantamentos sísmicos especulativos que nós estamos tendo no Brasil. Reunindo esses três elementos, entendemos que estava na hora de licitar áreas na Bacia de Pelotas", disse.

Agência Estado - 30/07/2015

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