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Pavilhão Brasil movimenta primeiro dia da OTC

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O primeiro dia da Offshore Technology Conference (OTC) teve dois grandes destaques. Um deles pela ausência, outro pela presença marcante. O primeiro foi a Petrobrás, que não está expondo e deixou de trazer seus maiores expoentes. O segundo foi o Pavilhão Brasil, que se firmou como uma das estrelas do evento, pela qualidade e organização, promovido pelo IBP. A área de convivência ficou especialmente agradável e aconchegante. Um elogio que merece ser feito.

A participação brasileira aqui é recorde, com cerca de 1.500 executivos presentes, de diversas empresas, como Odebrecht, Liderroll, Andrade Gutierrez, Tridimensional, EBSE, EBE, Queiroz Galvão, MPE, Orteng, Radix, Firjan, Jaraguá, Forship, Rio Energia, Metasa entre outras.

A apresentação do presidente da PPSA, Oswaldo Pedrosa, foi um dos destaques do primeiro dia da feira. Ele contou que o consórcio responsável pelo prospecto de Libra, no pré-sal, planeja iniciar a perfuração de dois poços exploratórios ainda no segundo semestre deste ano, com a previsão de concluí-los na primeira metade de 2015. O plano exploratório da área está avaliado em cerca de US$ 450 milhões nessa primeira fase, segundo Pedrosa, que também vai falar amanhã, no evento da Bratecc, onde será destaque ao lado da diretora-geral da ANP, Magda Chambriard.

Outro ponto bastante comentado nos bastidores foi a ausência de Graça Foster e de seus diretores, cuja vinda é uma tradição anual. O assunto Petrobrás e a fase de escândalos que a empresa está vivendo evidentemente repercutem negativamente por aqui. Um assunto quase proibido de se falar oficialmente. Muitos torcem para que esta situação fique no passado com as informações devidamente apuradas e os responsáveis punidos.

No entanto, há também os que veem na ausência da Petrobrás – a não ser por algumas presenças, como de Solange Guedes e Marcos Assayag – uma oportunidade para que as atenções se voltem efetivamente para as empresas brasileiras. O diretor executivo da Abimaq, Alberto Machado (foto, à direita), que comemora seu jubileu de prata na OTC, é um dos que vê a situação como uma chance de aumentar a visibilidade da indústria nacional.

"Este ano está fazendo 25 anos que venho à OTC. Claro que a Petrobrás é responsável pelo que vemos hoje aqui; essa forte presença das empresas brasileiras. Mas a ausência das maiores autoridades pode ser uma oportunidade para que possamos mostrar mais o trabalho que desenvolvemos no mercado. É bonito ver a presença brasileira de forma tão expressiva aqui".

A preocupação com a falta de pagamentos da Petrobrás aos claims e aditivos dos contratos de suas obras também foi um tema recorrente. O PETRONOTÍCIAS ouviu alguns diretores de empresas que estiveram presentes no Pavilhão Brasil. Sobre este tema, todos pedem reserva, mas o que revelam surge como uma preocupação para a engenharia nacional.

A informação é de que estatal deve uma soma gigantesca para muitas empresas de engenharia e não tem perspectiva de sanar estas dívidas neste momento. O que se fala é que a Petrobrás está fazendo a escolha de Sofia para decidir quem vai sobreviver. Não será uma tarefa fácil para estas empresas e seus fornecedores. Quase a totalidade dos contratos de obras está com problemas, mas a prioridade do caixa da Petrobrás é buscar o crescimento da produção de petróleo.

Isso também leva a outra preocupação no mercado. Com a prioridade sendo a busca do óleo, muitos executivos acreditam que as refinarias Premium I, no Maranhão, e Premium II, no Ceará, dificilmente serão colocadas na rua este ano. A presidente Graça Foster já havia previsto lançar as licitações entre março e abril, mas nada aconteceu. Em depoimento na Câmara, na semana passada, ela voltou a tocar no assunto, afirmando que ainda em maio os pacotes seriam apresentados, mas o mercado ainda tem dúvidas sobre o assunto.

Coquetel da Petrobras

Outro ponto muito comentado pelos corredores do evento foi a falta do coquetel da Petrobrás, organizado tradicionalmente há anos no primeiro dia da feira. Para alguns, a não realização do encontro é compreensível, pela fase que a empresa está passando no Brasil. Dizem que não era hora de festejar. Outros dizem que a empresa acusou o golpe e que seria importante mostrar ao mercado que a Petrobrás não pode mostrar fraqueza.

À noite, o evento mais importante em Houston foi o coquetel da SBM Offshore, que reuniu alguns de seus principais executivos no mundo, além de seus muitos convidados. Alguns poucos brasileiros estiveram presentes. Hoje a empresa é responsável pela retirada de mais de 20% de toda a produção de petróleo brasileira offshore, sendo uma importante e estratégica parceira da Petrobrás. E assim deverá permanecer por sua agilidade e competitividade no mercado brasileiro e internacional.

Petronotícias - 06/05/2014

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