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Tesouro da Bahia

Historicamente com o estigma de região improdutiva, o Semiárido baiano é o carro-chefe de uma das atividades que mais têm crescido na Bahia nos últimos anos: a mineração. O solo do Sertão, normalmente pouco fértil para a produção agrícola, tem gerado 'bons frutos' nos últimos anos. Bons e preciosos. Entre os minerais que compõem o 'tesouro do sertão' estão cobre, ferro, vanádio, bauxita e até ouro e diamante.

Dos novos investimentos na área, desde 2007, quando foi iniciada a atual gestão à frente doestado, municípios comtodo o seu território ou parte dele no Semiárido receberam 25 entre os 36 principais projetos no setor mineral, segundo dados da Secretaria da Indústria, Comércio e Mineração. Somando empresas instaladas, investimentos já realizados de 2007 até hoje e os previstos até 2016, o Semiárido contabiliza mais de R$ 12,8 bilhões em investimentos, comageração de 8.735 empregos diretos, de acordo com a mesma fonte.

Apesar de historicamente malvista, por conta da degradação ambiental no período colonial, a atividade mineradora é hoje tida por empresas e governo como uma solução para parte dos problemas sociais do Sertão: os municípios que recebem mineradoras registram crescimento em seus Índices de Desenvolvimento Humano (IDHs), com os investimentos sociais que ficam a cargo das empresas.

"O Semiárido baiano, apesar da pouca produtividade em termos de superfície, tem imensa riqueza mineral em seu subsolo. Todas as pesquisas realizadas têmdemonstrado que o potencial de recursos minerais nessa região, que representa mais de 60% do território baiano, é bastante expressivo", revela o diretor técnico da Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM), Rafael Avena Neto. "Ofato de essa região ser massacrada, economicamente falando, mas ter esse potencial em termos de mineração, é um motivo que tem levado o governo atual a desenvolver, com mais intensidade, as pesquisas no Semiárido", completou.

Segundo dados da Diretoria de Mineração da SICM, o estado já é a unidade da federação que tem o maior conhecimento geológico, a partir de mapas aéreos, em todo o Brasil. "Temos investido muito nos levantamentos aerogeofísicos, imagens que dão uma ideia inicial da geologia de umlocal. Através dessas imagens, uma empresa consegue identificar que tipos de bens minerais poderão ocorrer em um local e, assim, investe em pesquisa", explica a diretora de mineração, Ana Cristina Franco Magalhães.

Ouro

O Semiárido baiano também tem ampliado a produção de dore – como é chamado o ouro em estado bruto, ainda sem ser refinado –, para comercialização no mercado de commodities. A empresa canadense Yamana Gold é a responsável pela exploração.

Em2012, as empresas daYamana na Bahia tiveram um faturamento bruto de R$ 594,8 milhões. As unidades de Jacobina e Fazenda Brasileiro contribuíram com mais de R$ 6 milhões com a Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM) e cerca de R$ 5 milhões em Imposto sobre Serviços (ISS).

O CFEM é cobrado das empresas que exploram minérios no estado, como uma espécie de compensação pelo uso dos recursos naturais e degradação ambiental. Hoje, o imposto cobrado fica entre 1% e 3% da produção comercializada, a depender do bem mineral. A maioria do valor arrecadado, em torno de 65%, vai para o município.

Outro bem mineral cuja produção deve crescer exponencialmente nos próximos anos é o ferro. Um dos principais projetos está no município de Caetité. Já instalada no local e em fase de produção experimental, a empresa Bahia Mineração (Bamin) tem um projeto de R$ 4,4 bilhões, segundo dados da SICM. A empresa, que produzirá minério de ferro para exportação aos principais produtores de aço do mundo, empregará 1,8 mil pessoas no pico da operação.

Mas o escoamento da produção ainda depende da conclusão de alguns trechos da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol), ligação de Caetité ao Porto Sul, em Ilhéus. OPorto Sul, que deverá ficar pronto em 2016, terá um terminal privado da Bamin.

Com a produção puxada pelo Semiárido, a Bahia está no 'pódio' nacional da produção de vários bens minerais. O estado lidera, por exemplo, a produção de urânio, também em Caetité. O urânio é uma das principais fontes de energia elétrica do Brasil. Caetité produz emtorno de 400 toneladas de concentrado de urânio todo ano. A Bahia também lidera a produção de talco, magnesita, entre outros.

O estado é o segundo colocado no ranking nacional da produção de bentonita (Vitória da Conquista), grafita (Maiquinique) e níquel (Itagibá). ABahia ainda ocupa a terceira colocação na produção de cobre (Jaguarari) e ouro. Confira no infográfico os locais de produção e utilizações de cada um desses bens minerais.

Falta d'água

Para enfrentar a convivência com a falta de água, várias empresas, como a Lipari Mineração e a Largo Resources, vêm desenvolvendo tecnologia para reduzir o consumo e reaproveitar a água no processo de produção.

Baixe a reportagem completa publicada em 2/12/2013

Correio da Bahia


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