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ANP amplia conhecimento em novas fronteiras

A ANP prepara para o primeiro semestre do próximo ano as duas últimas licitações do Plano Plurianual de Geologia e Geofísica (PPA) 2007-2014. No momento, o órgão regulador está concluindo os termos que vão referenciar o terceiro levantamento sísmico na Bacia dos Parecis e o terceiro levantamento sísmico na Bacia do Paraná.

Estas serão as duas últimas campanhas dessa fase do PPA, que tem uma previsão orçamentária de R$ 100 milhões para o próximo ano. O programa já realizou investimentos da ordem de R$ 500 milhões e tem atualmente R$ 600 milhões em projetos em andamento.

Recentemente a ANP fez uma revisão orçamentária no plano, reduzindo seu escopo de investimentos em R$ 600 milhões, por conta de programas que foram feitos gratuitamente pela indústria, sem a necessidade de recursos da União. Exemplo disso é uma campanha de aquisição de dados no pré-sal, que acabou sendo feita pela CGG de forma multicliente.

Além do conhecimento geológico, as campanhas do PPA tiveram outro papel importante. Com a ausência de leilões exploratórios por cinco anos, o plano da ANP acabou dando um fôlego extra à indústria de aquisição de dados, sobretudo as que trabalham exclusivamente em terra.

Para o órgão regulador, os resultados das primeiras campanhas, contratadas há seis anos, começam a ser colhidos com maior volume a partir do leilão de blocos terrestres programado este mês. "O maior resultado que tivemos foi a 12ª rodada. Pela primeira vez na história dos leilões, 100% das áreas de nova fronteira foram selecionadas e avaliadas com base nos levantamentos contratados pela agência", comenta Eliane Peterson, superintendente de Definição de Blocos da ANP.

Com o fim desse ciclo, a agência vai iniciar uma ampla análise para definir quais serão os passos a serem dados a partir de 2015. Ainda não se sabe que cara o programa terá, mas o foco em novas fronteiras terrestres deverá ser mantido.

E não é apenas de aquisição de dados sísmicos que vive o PPA. No momento, a Petrobras está perfurando o primeiro de três poços estratigráficos planejados no âmbito do programa.

Nomeado 2-ANP-3-BA, o poço terá profundidade final de 4.300 m e está sendo perfurado na parte baiana da Bacia do São Francisco, a um custo de R$ 82,373 milhões. O poço deverá levantar dados geológicos, geofísicos e geoquímicos.

Para bancar esse gasto, a petroleira está autorizada a debitá-lo do saldo apurado no período entre 1998 e 2004 de recursos não investidos nas instituições de pesquisa conforme a cláusula de P&D. A petroleira também terá de verificar a coerência dos custos apresentados na proposta.

A Petrobras e a ANP já acordaram a perfuração de dois novos poços: um na Bacia do Parecis e outro na Bacia de São Luís. A primeira campanha deve começar ainda em 2014.

Projetos Concluídos

  • Levantamento Gravimétrico e Magnetométrico na Bacia do Parnaíba
  • Levantamento Gravimétrico e Magnetométrico nas bacias São Luís, Bragança-Vizeu, Marajó e Amazonas
  • Levantamento Gravimétrico e Magnetométrico na Bacia do São Francisco
  • Levantamento Gravimétrico e Magnetométrico nas bacias do Amazonas, Acre/Madre de Deus e Solimões
  • Levantamento Gravimétrico e Magnetométrico na Bacia do Paraná
  • Levantamento Geoquímico Marítimo na Bacia de Pelotas
  • Levantamento Geoquímico Marítimo na Bacia do Jacuípe
  • Levantamento Geoquímico na Bacia dos Parecis
  • Levantamento Geoquímico na Bacia do São Luís
  • Levantamento Geoquímico na Bacia do Acre
  • Levantamento Geoquímico na Bacia do Parnaíba
  • Levantamento Geoquímico na Bacia do Araripe
  • Levantamento Sísmico 2D na Bacia do Parnaíba
  • Linha sísmica 0284_LR_0003 na Bacia do São Francisco
  • Levantamento Sísmico 2D na Bacia do Paraná
  • Linha sísmica 0301_LR_0001 na Bacia do Paraná
  • Levantamento Sísmico 2D na Bacia dos Parecis
  • Linha sísmica 0295_LR_0006 na Bacia dos Parecis
  • Processamento de dados sísmicos antigos (pré-1998)
  • Resultados obtidos na Bacia do São Luis (processamento sísmico)

2014: ano de pesquisa, não de leilões

Se depender da diretora geral da ANP, Magda Chambriard, o ano de 2014 não terá rodadas de licitação no Brasil. Na avaliação da executiva, em vez de ofertar novas áreas ao mercado no próximo ano, o país deveria se dedicar à realização de novos estudos geológicos e geofísicos das bacias para garantir maior atratividade em futuros leilões, a partir de 2015.

"Por mim, 2014 não teria rodadas, sabe por quê? Porque se houver, vira uma correria de rodadas, e as coisas perdem qualidade. Resta saber se o CNPE e o Ministério de Minas e Energia irão concordar com isso", pondera Magda.

A diretora geral da agência reforça a importância de aprofundar os estudos técnicos das bacias a fim de agregar valor às áreas a serem ofertadas. Um bom leilão, na sua avaliação, só se justifica quando são disponibilizados blocos capazes de gerar negócios importantes para o Brasil.

"Colocar áreas sem estudo é a coisa mais fácil do mundo. Mas o que eu queria era colocar áreas garantindo a atratividade do Brasil, chamando a atenção das empresas. É preciso ter uma qualidade mínima dos blocos, com estudos e dados suficientes", avalia Magda, argumentando que a realização dos estudos técnicos do Plano Plurianual de Geologia e Geofísica da ANP fez diferença positiva na 11ª rodada.

No momento, a agência realiza mapeamento vibroseis em todo o Mato Grosso do Sul, onde está localizada a parte noroeste da Bacia do Paraná. Além disso, a ANP executa levantamento sísmico convencional nas bacias do Parecis e do Parnaíba e estuda a perfuração de poços terrestres estratigráficos em terra nas bacias de São Francisco, São Luís e Parecis.

Brasil Energia Óleo e Gás - 28/10/2013 - Felipe Maciel e Claudia Siqueira


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