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26 de Maio (Fundação do primeiro Departamento de Geofísica no Brasil em 1972)
20 de Novembro (Abertura do 1º Congresso da Sociedade Brasileira de Geofísica em 1989)
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Técnica para extrair gás proibida na Europa será testada no Brasil

Uma técnica de extração que pode aumentar em mais de seis vezes as reservas de gás natural do País será testada pela primeira vez nos próximos meses, em Minas e na Bahia. Proibido em alguns países europeus e em discussão nos Estados Unidos, o fraturamento hidráulico (fracking, em inglês) é alvo de polêmica por conta da falta de estudos sobre possíveis danos ambientais - a técnica retira o gás a mais de 1,5 mil metros de profundidade.

As principais preocupações referem-se à possível contaminação de lençóis freáticos e a relação com o aumento da incidência de terremotos. Nos EUA, a agência de proteção ambiental (EPA) prometeu realizar um grande estudo, mas ainda não se posicionou sobre o gás de xisto - rocha onde ocorre a extração.

No ano passado, pesquisadores da Duke University, na Pensilvânia, publicaram um artigo na revista Proceedings of the National Academy of Sciences que alertou para o aumento da concentração de metano na água potável em áreas próximas a poços que usam o fracking. Não ficou provado, porém, se há relação direta com a técnica.

"Se a contaminação ocorrer nas fontes mais profundas não há nada que se possa fazer para evitar", diz Avner Vengosh, um dos autores do estudo, que também alerta para os produtos químicos usados no processo. "Os resíduos contaminam a água potável se entraram em contato com o lençol freático."


 

 

País pode ser 2º produtor de gás de xisto das Américas

Tipo de gás não convencional extraído do xisto, o shale gas mudou nos últimos anos a matriz de gás nos Estados Unidos e dá os primeiros passos no Brasil. Levantamento da consultoria KPMG mostra que o País tem potencial para ser o segundo maior produtor nas Américas deste recurso abundante e barato, mas com risco ambiental.

O estudo ressalva ter havido até agora pouco investimento nesta técnica de exploração no Brasil, mas as empresas já se debruçam sobre o tema e a Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP) estuda uma regulação para o setor.

A diretora-geral da ANP, Magda Chambriard, já se reuniu com autoridades regulatórias nos Estados Unidos para detalhar as leis locais. "Queremos ver como funciona a regulação deles", disse ela.

Embora abundante e barato, o shale gas tem extração polêmica. Teme-se que o processo de fraturamento hidráulico da rocha, necessário para a retirada do gás não convencional, possa gerar contaminação do lençol freático e até provocar terremotos.

Há pouca evidência até o momento de que o fraturamento possa de fato ter efeitos nocivos, mas foram coletados indícios suficientes para atestar que poços mal feitos podem representar uma grave ameaça ambiental. Existe na comunidade internacional consenso sobre a necessidade de mais estudos sobre o impacto da prática. França e Bulgária proibiram a técnica.

Segundo a AIE, agência de energia americana, o Brasil é o 10° na lista de reservas estimadas por país, com 226 trilhões de pés cúbicos, ou TCFs, na sigla em inglês. Estados Unidos (8.620 TCFs), China (1.275 TCFs) e Argentina (774 TCFs) lideram o ranking.

O Estado de S.Paulo  

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