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Sismologia

"Bomba sísmica" rebentou debaixo dos pés de Lorca

O terremoto que ontem (11/05) abalou Múrcia (Espanha) não deveria, a princípio, ter causado tantos danos, tendo em conta a sua magnitude: 5,1. Mas o fato de o epicentro se ter registrado a apenas um quilômetro de profundidade tornou o sismo muito mais destrutivo, matando oito pessoas e deixando 120 feridos, incluindo três em estado muito grave.

O primeiro sismo, de magnitude 4,5, ocorreu às 17:00 horas locais, menos uma hora em Portugal, e teve epicentro a 10km de profundidade. Mas este abalo deu origem a um segundo, cuja "bomba sísmica" se produziu a apenas um quilómetro abaixo da cidade de Lorca, praticamente debaixo dos pés dos habitantes locais, descreve o jornal espanhol Público.

A investigadora María José Jurado está a realizar estudos sobre as falhas sísmicas no Sul de Espanha e considera que os sismos desta magnitude não deveriam ser tão devastadores nem se produzir tão perto da superfície. Foi, portanto, um fenómeno raro que afectou Lorca, o terramoto mais superficial dos 30 que ontem se registaram em todo o mundo.

O terramoto também conseguiu ter tanto impacto porque as construções de Lorca não estavam preparadas. O presidente do Colégio de Geólogos de Espanha, Luis Suárez, escreveu há um mês, no jornal Opinión de Múrcia, que a região poderia ser atingida por um sismo destrutivo "proximamente, num futuro não muito longínquo".

Ontem, Suárez lembrou um sismo registado em Janeiro, com magnitude de 4,7, que, mesmo sem causar vítimas, danificou 900 casas e custou 4,8 milhões de euros à localidade. Mesmo assim, o de 5,1 de ontem não deveria ter causado o colapso de edifícios. Isso só aconteceu porque os imóveis "estavam em mau estado ou eram antigos".

O geólogo salientou que as novas construções deveriam cumprir regras anti-sísmicas, em particular nas províncias de Málaga, Almería, Granada e Múrcia, com risco sísmico mais elevado e com terrenos baseados em sedimentos, muito susceptíveis aos abalos.

DN.pt
 
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