logo

Navegue por tags

academia anp concurso divulgação divulgação científica exploração geociências geofísica geologia IAG-USP INPE meio ambiente mercado mineraçao pesquisa Petrobras petróleo pré-sal produção SBGF SEG sísmica sísmica terrestre tecnologia treinamento

+ All tags

Enquete

Qual data você escolheria​ para ser proclamada​ como o Dia Nacional do Geofísico?
  Um meteorito acabou com os dinossauros. Ou não? Há tempos muitos cientistas têm discutido que a causa da extinção dos grandes répteis pré-históricos teria sido o meteorito (asteróide que impacta na superfície terrestre) que produziu a cratera de Chicxulub, no México. Para uma pesquisa que acaba de ser divulgada, a causa foi realmente essa.

Segundo estudo feito por um grupo internacional e publicado na edição desta sexta-feira (5/3) da revista Science, o impacto foi o responsável pela extinção em massa no fim do período Cretáceo, que extinguiu os dinossauros e mais da metade de todas as espécies na Terra.

O artigo afirma que, diferentemente do que outra linha de pensamento defendia, atividades vulcânicas maciças não foram a causa da grande extinção. O motivo foi mesmo o asteróide que encontrou a Terra.

O estudo foi feito por 41 cientistas de instituições de diversos países e fez a revisão de pesquisas conduzidas nos últimos 20 anos de modo a tentar determinar a causa da extinção ocorrida há cerca de 65 milhões de anos. O episódio eliminou os dinossauros, pterossauros e grandes répteis marinhos, abrindo caminho para a presença e domínio dos mamíferos.

Estima-se que o meteorito teria cerca de 15 quilômetros de diâmetro e que seu impacto foi 1 bilhão de vezes mais poderoso do que o da bomba lançada em Hiroshima no fim da Segunda Guerra Mundial.

Segundo os autores do estudo, o impacto lançou gigantesca quantidade de material em alta velocidade na atmosfera, dando origem a uma cadeia de eventos que levou todo o planeta a condições de inverno. O fenômeno foi tão catastrófico que a maior parte da vida extinta teria sumido em questão de dias.

A principal razão que levou os cientistas a concluir que a causa foi o impacto e não a série de erupções ocorridas na Índia no mesmo período foi o tempo. As erupções duraram cerca de 1,5 milhão de anos e, segundo os autores, os registros geológicos indicam que a extinção, que destruiu ecossistemas terrestres e marinhos, foi muito rápida. Ou seja, o meteorito em Chicxulub seria a única explicação plausível, dentre as disponíveis atualmente.

“Temos, agora, grande confiança de que o asteróide foi a causa da extinção do Cretáceo-Terciário. O impacto provocou incêndios de grande escala, terremotos com mais de 10 pontos na escala Richter e deslizamentos de dimensões continentais, que, por sua vez, causaram tsunamis”, disse Joanna Morgan, do Imperial College London, um dos autores da pesquisa.

“Entretanto, o prego final no caixão dos dinossauros foi o material ejetado em alta velocidade na atmosfera. O resultado foi que o planeta ficou no escuro, levando a um inverno global e matando muitas espécies que não conseguiram se adaptar a esse ambiente infernal”, disse.

“Ironicamente, enquanto esse dia marcou o fim do reinado de 160 milhões de anos dos dinossauros, acabou sendo um grande momento para os mamíferos, que até então viviam sob a sombra dos grandes répteis. A extinção foi um momento crucial na história da Terra, ultimamente abrindo caminho para que os humanos se tornassem a espécie dominante no planeta”, destacou Gareth Collins, também do Imperial College London e autor do estudo.

O artigo The Chicxulub asteroid impact and mass extinction at the Cretaceous-Paleogene boundary (10.1126/science.1177265), de Peter Schulte e outros, pode ser lido por assinantes da Science em

Agência FAPESP
 
Banner
Banner
Banner
Banner
Banner
Banner
Banner
Banner
Banner
Banner
banner Strataimage
Banner
Banner
Banner

Últimas notícias

  • Poluição causada pelas atividades de mineração mata vilarejos na China
  • How to Build and Calibrate Geomechanical Models
  • Prestadoras de serviço para petróleo divulgam resultados positivos
  • Açores promove workshop sobre sismologia e engenharia sísmica
  • ADIMB anuncia cursos de Exploração Mineral - 2º semestre