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  O debate ‘Tendências do Mercado de Trabalho em Geofísica’ apontou a indústria do petróleo como a grande empregadora de geofísicos no Brasil.

O otimismo marcou o encerramento da II Semana Acadêmica de Geofísica (II SeGeof) da Universidade Federal Fluminense,realizado nesta quarta-feira, 16/09, no Campus da Praia Vermelha, em Niterói.

Dois representantes de operadoras (Petrobras e OGX) e dois de companhias de serviço (Gaia e Halliburton) apresentaram seus pontos de vista para aproximadamente 100 estudantes da UFF (a grande maioria), UFRJ, UERJ e UFRuRJ. O debate foi mediado pelo Prof. Cleverson Guizan Silva, coordenador do Programa de Pós-graduação em Geofísica e Geologia Marinha/Lagemar, da UFF.

Mais 120 anos de petróleo

Edmundo Marques, gerente executivo da OGX para a Exploração das bacias de Santos e do Para-Maranhão, apresentou um balanço mundial da produção de petróleo e gás. Segundo ele, ainda há espaço para produção de hidrocarbonetos para abastecer o planeta por pelo menos mais 120 anos. Enquanto os grandes produtores atingiram picos de 100 a 200 bilhões de barris de óleo equivalente (BOE), o Brasil extraiu apenas um pouco mais de 13 bilhões de BOE. Ao mencionar o Brasil, que tem várias bacias sedimentares ainda desconhecidas do ponto de vista de exploratório, Edmundo destacou que a produção vai crescer e há muito trabalho para geofísicos.

“O petróleo tem muito espaço para contratar. A questão é quando. O momento agora é de avaliação do Brasil. Quando se pensa no profissional, não dá para pensar só no Brasil. Tem que pensar para o mundo globalizado. E o mundo do petróleo está contratando gente”, afirmou. Edmundo acredita que o Brasil continuará evoluindo e a questão da mudança no marco regulatório (do pré-sal) é um fator independente que vai se ajustar naturalmente, encontrando um caminho via o mercado, pois há muita coisa a ser feita e necessita-se de pessoas preparadas.

Emprego em alta

Léo Nascimento, gerente de Contas da Landmark/Halliburton, por sua vez, falou de expectativas de emprego e apresentou uma pesquisa do IBGE que aponta uma tendência de redução do desemprego no país. Nascimento comentou sobre a atual crise financeira mundial e mostrou como ela atingiu as companhias de serviço que fizeram cortes profundos de pessoal no início deste ano. Por outro lado, ele apontou a Petrobras como uma “solução regional” que pode ajudar no combate à crise. Ao final, mandou uma boa notícia: A Halliburton no próximo ano pretende abrir 640 vagas de trabalho na América Latina, sendo 130 no Brasil.

“O mercado de trabalho de geofísica é focado na área exploratória. A grande demanda dos últimos anos foi motivada pelos leilões da ANP. Em virtude de algumas ausências de leilão tivemos flutuações no número de posições de trabalho solicitadas pelas empresas,” avaliou Nascimento. Segundo ele, a flutuação do número de contratações pode ser correlacionada diretamente com atrasos e ausências de leilão e a expectativa de nova rodada, ainda não confirmada para esse ano, faz com que as empresas retraiam seus investimentos, aguardando as definições do setor.

Peso de ouro

Eduardo Lopes de Faria (Petrobras) emprestou um tom otimista ao debate. Ele disse que o mercado de trabalho sofreu uma baixa por conta da crise, mas agora está melhorando. As empresas estão investindo em petróleo, o pré-sal vai demandar muita gente, tanto na Petrobras como nas parceiras e nas outras empresas.

“Vamos precisar cada vez mais de serviços na área de geofísica e por isso o mercado é promissor. Sem contar as descobertas do pré-sal, a relação reserva/produção – o tempo que a empresa levaria para produzir suas reservas atuais sem novas descobertas – é de aproximadamente 16 anos. E para continuar crescendo, a empresa tem o compromisso de descobrir dois bilhões de barris por ano para repor suas reservas", afirmou Faria. Segundo ele, o  Brasil tem enormes áreas pouco exploradas e a Petrobras tem 600 geofísicos e 900 geólogos e vai precisar mais. Este ano já contratou 40 geofísicos e mais 40 vão entrar em outubro.  Faria aproveitou para mandar um recado aos estudantes presentes: “Os geofísicos formados pela UFF serão disputados a peso de ouro, pois há muito trabalho e pouca gente capacitada para realizá-lo. O mercado está muito bom e deve melhorar ainda mais”.

Incertezas retraem investimentos

Luiz Fernando Neves, sócio-diretor da Gaia, disse que quando há uma mudança de marco regulatório em algum país, as operadoras internacionais reavaliam seus portfólios e se reposicionam em outras regiões. “Isso pode ter um impacto no emprego de geofísicos no Brasil,” acredita. A Petrobras, por sua vez, continua seguindo seu planejamento baseado nas descobertas já realizadas, com uma visão otimista do futuro. “As empresas que prestam serviços para a Petrobras também não são tão afetadas, pois a demanda local no Brasil continua existindo. Tirando a Petrobras, cujo sistema independe da flutuação das leis regulatórias do país e as companhias que prestam serviços para ela, as outras operadoras estão sendo afetadas pelas incertezas regulatórias e se retraem em seus investimentos”, avaliou Luiz Fernando.

Demanda por pesquisadores e estágios

Finalizando o debate, o Prof. Cleverson Guizan Silva, destacou a necessidade de se formarem novos pesquisadores e professores de geofísica para atender a crescente demanda verificada em sete cursos de graduação, 14 programas de pós-graduação e nos centros de pesquisa como o da Marinha, entre outros.

“As universidades também estão vivendo um problema semelhante aos das empresas, que é a “senioridade”, ou seja o envelhecimento dos seus quadros e a não reposição de jovens mestres”, afirmou Cleverson,

Considerado fundamental para o desenvolvimento profissional dos estudantes, a importância do estágio em empresas foi fruto de consenso entre os participantes. Cleverson salientou que os estágios são obrigatórios por lei, mas os alunos é que precisam tomar a iniciativa de procurar diretamente as empresas em busca de oportunidades. O representante da Gaia Luiz Fernando Neves levantou a sugestão de se criar um projeto para envolver as cúpulas das companhias de serviço e de exploração na oferta sistemática de estágios de modo a facilitar o encaminhamento dos estudantes de geofísica para essas vagas. O presidente da SBGf, Eduardo Lopes de Faria, considerou a sugestão válida e prometeu levá-la para discussão e análise da diretoria da Sociedade.

 
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