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Imageamento

imageamento | pré-sal | sísmica

Migração Reversa no Tempo

A CGGVeritas anunciou em seu site que continua a aplicar as novas tecnologias de imageamento em sua biblioteca de dados. O objetivo é proporcionar aos clientes as melhores compreensões para as próximas grandes descobertas como o megacampo de Tupi. De acordo com a empresa, os progressos conquistados no imageamento da área do subsal e dos flancos do sal demonstram o acerto dos resultados sobre Tupi.

A técnica da Migração Reversa no Tempo (Time Reverse Migration) provê, segundo a empresa, as mais acuradas imagens da superfície de áreas complexas em comparação a outros esquemas de migração sísmica. Ao utilizar uma solução de duas vias para a equação de onda, e um modelo de velocidade acurada, ela pode construir uma imagem mais nítida, utilizando todas as chegadas do registro sísmico. Essa técnica se enquadra particularmente em áreas onde a iluminação direta da subsuperfície é limitada.

A empresa informa que utiliza atualmente esta tecnologia para imageamento de projetos que ela processa em áreas do Golfo do México, Brasil e Oeste da África. Tecnologias de imageamento como a Migração por Reversão Temporal são cada vez mais aplicadas a novos prospectos no subsal em águas profundas e em ambientes geológicos complexos. Nessas áreas os exploracionistas precisam buscar formas de obter imagens melhoradas de seus prospectos com menores riscos associados antes da perfuração.

Um único levantamento sísmico 3D multicliente foi adquirido pela CGGVeritas entre 2001 e 2002, abrangendo cerca de 20 mil km2 sobre os blocos da descoberta de Tupi. Em 2008 um teste na área de Tupi foi reprocessado com a utilização da tecnologia de Migração Reversa no Tempo (veja a seção sísmica abaixo), que aumentou significativamente a imagem do reservatório abaixo do sal. O teste foi executado na biblioteca multi-cliente da CGGVeritas e, baseado no seu sucesso, a empresa está agora reprocessando todos os dados deste levantamento.

Seção cruzada de Migração por Reversão Temporal da descoberta de Tupi mostra melhorias na definição da base do sal e da terminação de sedimentos contra os flancos do sal.
Seção cruzada de Migração Reversa no Tempo da descoberta de Tupi mostra melhorias na definição da base do sal e da terminação de sedimentos contra os flancos do sal.

O reservatório de Tupi está localizado a 300 quilômetros da costa brasileira em profundidade de água maior que 2.000 metros e entre 4 mil e 5 mil metros abaixo do fundo do oceano. Estima-se que o campo tenha reservas entre 5 e 8 bilhões de barris de óleo. O reservatório encontra-se encoberto por uma espessa camada de sal que dificulta a visualização das camadas inferiores. Desde a descoberta de Tupi, outras grandes descobertas foram realizadas num raio aproximado de 80 quilômetros. Até agora, a maioria das descobertas de petróleo offshore no Brasil haviam sido feitas nas formações pós-sal.