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integração
Eletromagnetismo de fácil integração
Em palestra realizada na sede da SBGf, em 31/03, para cerca de 30 pessoas, o geofísico Dave Ridyard, presidente da EMGS (Eletromagnetic Geoservices) para as Américas, falou sobre as capacidades atuais e o desenvolvimento futuro do método eletromagnético em três dimensões (3D EM).
Ao traçar um histórico, Ridyard informou que quando o método eletromagnético para prospecção de petróleo foi apresentado em 2003 provocou ceticismo no mercado, principalmente por não ter conseguido, naquela época, passar à comunidade de intérpretes um entendimento sobre a informação que poderia ser extraída.
Fruto de evolução tecnológica, o método 3D EM desenvolvido pela EMGS permite integrar e sobrepor, em um mapa geológico 3D, anomalias de amplitude com anomalias de resistividade, facilitando o trabalho e a compreensão dos intérpretes. O 3D EM, segundo Ridyard, funciona como um novo “conjunto de olhos” que permite obter a informação da resistividade antes de fazer uma perfilagem, ou seja, antes mesmo da perfuração de um poço, e abre novas possibilidades de prospecção.
Método EM marítimo: Alta resistividade é sinal de presença de hidrocarbonetos
“O método ajuda a diminuir os riscos de perfuração e, consequentemente, a reduzir o índice de poços secos. É reconhecidamente um complemento a ser integrado com outras ferramentas de exploração. É possível juntar sísmica, magnetismo e gravimetria num único pacote de informação de modo a formar um mapa geológico muito melhor para ajudar a reduzir os riscos na tomada de decisões”, afirmou o executivo, que tem 25 anos de experiência na indústria sísmica e desde 2006 está na EMGS à frente dos desenvolvimentos tecnológicos na área dos métodos eletromagnéticos.
“A aplicação é indicada principalmente para melhorar o conhecimento de reservatórios gigantes maduros como, por exemplo, o campo de Marlim da Petrobras, na Bacia de Campos”, acrescentou.
Regularmente, o executivo da EMGS deixa seu escritório, em Houston, para visitar e atualizar os clientes do Brasil e da América Latina com os novos desenvolvimentos tecnológicos da empresa em eletromagnetismo.
Nessa oportunidade, além de reuniões com técnicos da Petrobras, Ridyard aproveitou para visitar pelo menos cinco petroleiras com sede no país. Na semana anterior, a EMGS promoveu um seminário técnico interno para funcionários da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) interessados em utilizar a tecnologia para compreender melhor áreas de novas fronteiras que serão incluídas em futuras licitações de exploração de petróleo. Em fevereiro, seis representantes da ANP passaram uma semana no escritório da EMGS em Houston participando de um aprendizado de imersão sobre o método.
A EMGS mantém um escritório no Rio de Janeiro e já realizou quatro levantamentos no Brasil. Os levantamentos foram na Bacia de Barreirinhas (BAR-1 e BAR-3), Jequitinhonha (BMJ-3) e Campos (BM-C-25, 30, 32 e Jubarte). Até o final do ano, segundo Ridyard, a empresa deverá trazer ao país um barco para novas aquisições de dados eletromagnéticos.

Dados resultantes de uma linha 2D levantada em 2003 (esquerda) e o resultado de um levantamento 3D adquirido em 2008 no campo de Troll na costa da Noruega (direita). |