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Galp prevê aumentar produção para 22 mil barris de petróleo por diaA petrolífera portuguesa divulgou as suas perspectivas de curto prazo, onde prevê que a produção de petróleo continue a aumentar e adianta que a margem de refinação deverá recuperar. No primeiro trimestre deste ano, a petrolífera antecipa atingir a produção média "working interest" de 22 mil barris de petróleo por dia e, para isso, conta com o contributo do Brasil, anunciou hoje em apresentação enviada à CMVM. A meta de produção que compara com a produção média "working interest" de 20,8 mil barris por dia, no ano passado. A produção foi de 7,6 milhões de barris no ano e, no quarto trimestre, a produção média foi de 21,6 mil barris por dia ou de dois milhões de barris. O crescimento deveu-se ao "crescimento da produção do Brasil" que "mais do que compensou a deterioração da produção em Angola, onde os campos em exploração estão numa fase mais avançada de maturidade", explicam o comunicado dos resultados da Galp Energia. Para a petrolífera, "a margem de refinação vai recuperar do nível do quarto trimestre de 2011", período em que a Galp teve uma margem nula. De referir que na Europa as margens de refinação foram negativas, de -0,6 dólares por barril para a "cracking" de Roterdão e -1,0 dólar por barril para a "hydroskimming". Já os volumes do negócio da distribuição deverão "continuar a sofrer o impacto do ambiente económico" sombrio da Península Ibérica. Os volumes de venda de gás natural, por seu turno, continuarão a ser impulsionados pela área de "trading". Negócio com a Sinopec permitirá rácio de endividamento inferior a 20% do activo Ainda no primeiro trimestre, a petrolífera pretende fechar o negócio com a Sinopec, a quem vendeu uma participação na subsidiaria que a Galp detém no Brasil. Um negócio que lhe permitirá reduzir o endividamento de forma drástica. Actualmente, a Galp Energia tem um rácio de dívida face aos activos de 119%, que supera amplamente o rácio de 31% das suas pares, segundo a própria petrolífera. No entanto, se fosse incorporado o impacto da operação nas contas relativas a 31 de Dezembro, a Galp teria um rácio inferior a 20%, bastante inferior à média do sector. "As entradas em espécie permitem o desenvolvimento de projectos de exploração", refere a apresentação que se encontra no site da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários. A Galp resolverá, assim, as suas "necessidades de financiamento num ambiente de mercado desafiante", salienta. Negócios.pt - 10 Fevereiro 2012 |


