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Parcerias com mérito acadêmico
A decisão partiu de solicitações de integrantes de pós-graduação das universidades que possuem cursos de geologia e que vêm informando, por meio dos cursos de pós-graduação, essa produção da CPRM indexada em seus relatórios anuais enviados à Capes-MEC. Em função do reconhecimento da qualidade científica, bem como do alto envolvimento dos corpos docente e discente dos programas de pós-graduação, a produção da CPRM junto com as universidades levou a Capes a reconhecer a importância desse material na produção acadêmica, a pedido dos programas de pós-graduação junto à Comissão de Área de Geociências da Capes. Segundo o assessor da Diretoria de Geologia e Recursos Minerais da CPRM e coordenador dos contratos realizados entre a CPRM e universidades, geólogo Luiz Carlos da Silva, essa decisão levou a Capes a quantificar esses produtos como produção acadêmica segundo critérios do Qualis-Capes, que regula o ranking da produção acadêmica por área do conhecimento no país. Com isso, a produção de textos da parceria CPRM/universidades adquire importância na produção acadêmica, vinculada à pós-graduação na área de geologia no país. “É importante destacar a ação dos coordenadores dos programas de pós-graduação, dos coordenadores dos convênios nas universidades, bem como da sensibilidade da comissão de avaliação de nossa área na Capes, para que houvesse esse reconhecimento”, disse. Instituição de PesquisaPara a CPRM, a decisão da Capes representa um grande passo para o futuro reconhecimento da empresa como instituição de pesquisa junto às agências de fomento e apoio à pesquisa. Hoje, a produção da CPRM, apesar de ter o mesmo padrão de excelência dos produtos das universidades, ainda é reconhecida apenas como produção técnica, e não como produção bibliográfica, sem influência na pontuação da produtividade acadêmica dos pesquisadores, como na Plataforma Lattes-CNPq, explica Luiz Carlos da Silva. “Para superar esses preconceitos, os nossos produtos devem merecer ainda maior atenção, incluindo uma fase de revisão por um comitê ad hocs, constituído por pesquisadores de excelência da comunidade científica e da CPRM”, defende Silva. Parceria entre CPRM e universidadesO projeto, alvo de reconhecimento pela Capes, em seu quarto ano de execução representa um exemplo de sucesso da parceria científica desenvolvida entre a CPRM e grupos de pesquisa localizados nas universidades brasileiras. Trata-se do maior projeto de mapeamento geológico dentro do PGB, totalizando 137 folhas na escala 1:100.000, sendo que deste total, 61 estão concluídas com 27 folhas em fase de pré-edição; e 76 folhas em andamento. Em 2009, a parceria galgou um novo patamar com a assinatura de um contrato com o Departamento de Recursos Minerais do Rio de Janeiro (DRM-RJ), para a execução de uma folha. “Praticamente todas as universidades públicas com cursos de geologia aderiram e colaboram intensamente com este programa, convergindo esforços para migrar todo o conhecimento geológico adquirido para uma base de dados única, que pode subsidiar importantes tomadas de decisão pública ligadas aos setores mineral, ambiental e de gestão territorial”, destacou Silva. "As parcerias realizadas entre CPRM e universidades fazem parte de um projeto que consegue aproximar pesquisadores que, juntos, trabalham para o seu aprimoramento e trazem resultados como a elaboração de mapas e notas explicativas de alta qualidade. Os textos explicativos são, na verdade, livros indexados de excelente qualidade técnica, com inúmeros dados inéditos de geologia, geoquímica, geocronologia e recursos minerais. O nível da produção permite uma ativa participação de jovens pesquisadores, estudantes de pós-graduação e de graduação, que elaboram seus temas de tese ou monografia vinculados ao programa, resultando em ação altamente sinérgica que alia a pesquisa ao ensino e à extensão", acrescentou. Segundo a sub-reitora de Pós-Graduação e Pesquisa da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), e coordenadora dos contratos Uerj/CPRM, professora Mônica Heilbron, um aspecto importantíssimo do projeto se dá na convergência de esforços para migrar todo o conhecimento geológico adquirido para uma base de dados única. Isso permite subsidiar importantes tomadas de decisão pública não apenas ligadas ao setor mineral, mas ambiental e de gestão territorial. Como exemplo, destacou os resultados obtidos nas folhas Baía de Guanabara e Itaboraí, recentemente concluídas, onde a presença de extensas áreas de aterros, como a ilha do Fundão e arredores, muitas delas constituindo área de risco geológico, tornou necessária a adoção na legenda dos mapas de uma nova unidade cartográfica denominada “Depósitos Antropogênicos”. Embora a escala de saída dos dados seja muito pequena (1:100.000), a construção dos mapas inclui a pesquisa de trabalhos em escalas de semi-detalhe e juntamente com a base de dados proporcionam aos órgãos de planejamento uma visão abrangente da extensão dessas áreas. “Esses novos procedimentos conferem aos produtos dessa parceria uma excelente visibilidade adicional nos trabalhos a serem desenvolvidos pela Uerj, em conjunto com outros órgãos governamentais, relativamente aos trabalhos de prevenção de desastres naturais”, afirmou. CPRM- Serviço Geológico do Brasil |





A área de geociências da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), do Ministério da Educação (MEC), passou a quantificar como produção acadêmica os textos produzidos pelo Serviço Geológico do Brasil (CPRM) originados dos resultados dos mapeamentos geológicos em parceria com várias universidades brasileiras, no Programa Geologia do Brasil (PGB), do governo federal.
