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A ampliação do território marítimo brasileiro
O palestrante convidado integra o Plano de Levantamento da Plataforma Continental Brasileira (Leplac) desde 1998 e vai apresentar o trabalho desenvolvido pelo governo a fim de ampliar o território marítimo do Brasil, e consequentemente, sua soberania. A intenção é aumentar o espaço por meio do conhecimento científico. "A ideia básica da palestra é despertar consciência e divulgar. É oportunidade para mostrar, em Minas Gerais, um trabalho que é feito no mar. As pessoas podem se inserir neste território, que representa mais da metade de nossa superfície continental. Todos devem estar presentes na empreitada, não só a Marinha," chama atenção Torres. Atualmente, a Zona Econômica Exclusiva totaliza 3,5 milhões de km². Porém, ao ter ratificado a Convenção das Nações Unidas sobre o direito do mar, o Brasil pode se comprometer a seguir preceitos para ir além do espaço costeiro atual. "É uma área de grande potencial de recursos minerais que pode gerar ganho social: você tem que ocupar, trazer pessoas para atuar, realizar obras de engenharia, além do trabalho científico e de conhecimento."
RelevânciaO encontro é promovido pelos Programas de Pós-graduação (PPG) em Comportamento e Biologia Animal e em Ecologia. No entanto, o conhecimento compartilhado pelo palestrante resulta em ganhos para outros pesquisadores também. "É uma forma de enriquecimento e propor novos caminhos, mostrar novas vertentes. Os alunos presentes poderão entrar em contato com a biologia marinha, que é algo fascinante, e vir a despertar o interesse", afirma o coordenador do mestrado em Ciências Biológicas: Comportamento e Biologia Animal, Roberto da Gama Alves. O docente do departamento de Zoologia e do mestrado Artur Andriolo pesquisa exatamente o ambiente marinho e os mamíferos deste espaço. "Com a ampliação da plataforma, teremos adição de maior biodiversidade, que é pouco conhecida por ser oceânica. Isso adiciona potencial, pois exige mais aprofundamento e trabalho." Quanto à iniciativa de trazer o palestrante, o vice-coordenador do PPG de Ecologia, Fabrício Alvim Carvalho diz sempre buscar "trazer gente de fora para fortalecer e realizar um intercâmbio de pesquisadores. Assim, podemos abrir novas possibilidades para nossos alunos." Outras informações: 2102 - 3227 (Programa de Pós-graduação em Ecologia) 2102 - 3223 (Programa de Pós-graduação em Ciências Biológicas: Comportamento e Biologia Animal) UFJF - 29/11/2011 |




A Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) sedia nesta quarta-feira, 30, uma discussão sobre o espaço geográfico marítimo do país. Apresentado pelo oficial da Marinha na reserva Luiz Carlos Torres, o tema aborda aspectos ambientais, econômicos, políticos, geográficos e jurídicos da chamada "Amazônia azul". O evento acontece às 16h no Anfiteatro da Pós-graduação de Comportamento e Biologia Animal, no Instituto de Ciências Biológicas (ICB).
Segundo o oficial, uma primeira submissão na Organização das Nações Unidas (ONU) não reconheceu o que foi pleiteado. O governo brasileiro, então, resolveu intensificar os estudos com intuito de montar uma segunda proposta. "Realizamos um trabalho técnico que consiste ir ao mar e medir os parâmetros. Colhemos informações ambientais, medida da massa líquida, profundidade da margem continental, distribuição de segmentos e dados do campo magnético terrestre. Esta fase já está concluída e estamos no momento de processamento."
