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Congressos

Amsterdam 2009 | EAGE | exploração

CSEM em nova fase

Dos aproximadamente 700 trabalhos técnicos, entre apresentações orais e posters, da 71ª da Conferência da EAGE Amsterdam 2009, pelo menos 42 papers abordaram a utilização de métodos não-sísmicos: gravimetria, magnetometria, métodos elétricos e eletromagnéticos.

Para o geofísico Marco Polo Buonora, gerente da Área de Métodos Potenciais da Petrobras, o interesse demonstrado pelas companhias de petróleo revela uma necessidade do mercado de desenvolver uma nova fase, especialmente, do método eletromagnético marítimo de fonte controlada (CSEM). Segundo Marco Polo, as companhias perceberam a necessidade de um melhor entendimento dos modelos.

“A fase de muita aquisição de dados já passou. Havia, digamos, um sentimento de que o método CSEM e o Sea Bed Logging (SBL) iriam resolver tudo. As empresas agora compreenderam que o método funciona, mas tem que ser trabalhado com cuidado e muito conhecimento para que traga bons resultados. O foco agora é entender o cenário geológico de cada região e realizar levantamentos mais orientados para os problemas dos clientes”, analisou Marco Polo.

O recente “boom” de aquisição de dados CSEM, segundo o especialista, ocorreu quando as empresas de serviço adotaram estratégias comerciais agressivas, colocando vários navios na praça e criando expectativas sobre um método que poderia resolver vários problemas. O CSEM foi vendido como método integrador, que viria a complementar a sísmica e a ajudar na compreensão do modelo geológico.

Por outro lado, pessoas sem experiência nessa área, especialmente das pequenas empresas de petróleo, que nem sempre possuem um corpo técnico preparado para avaliar a aplicação da ferramenta, saíram comprando e fazendo levantamentos. Depois elas perceberam que suas expectativas não foram bem atendidas. Agora o mercado caiu na realidade. As próprias empresas de serviço estão tendo que mostrar ao cliente onde o método pode ser aplicado, quais são as restrições, as falhas e as vantagens.

Para Marco Polo, os trabalhos apresentados na Conferência da EAGE demonstram essa busca pelo melhor entendimento da tecnologia através de modelos de viabilidade.

 “Ficou evidente que todos compreendem e aceitam que é uma tecnologia muito possante, mas que tem que ser usada com alta integração dos dados geológicos e sísmicos”, salientou.

O mercado já não contrata CSEM com tanta expectativa. As grandes empresas como Petrobras, Shell e Exxon, no entanto, foram mais parcimoniosas, e devem continuar contratando em ritmo mais lento.

“Está havendo um entendimento cada vez melhor dessa ferramenta. A Petrobras já fez alguns levantamentos com ela. Estamos construindo nosso know how e lentamente nos capacitando, estudando novas possibilidades,” complementou Marco Polo.

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