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EAGE | SBGF | SEG Geoengenharia 'no momento certo' O chefe da Academia de Energia da Universidade Heriot-Watt (Reino Unido), Prof. Patrick Corbertt, esteve no Brasil em maio para ministrar o curso Geoengenharia do Petróleo: Integração de modelos estáticos e dinâmicos. Oferecido em parceria pela SEG e EAGE e apoio da SBGf, o curso atraiu profissionais de todas as disciplinas da subsuperfície (geologia, geofísica, petrofísica, geomodelagem e engenharias de petróleo e de reservatório), lotando a sala da SBGf, no Rio de Janeiro. No intervalo, ele conversou com a reportagem do Geofísica Brasil e disse que a Geoengenharia está no momento certo. "Espero converter mais geofísicos do que geólogos ou engenheiros para esta nova disciplina", disparou.Porque o Sr. escolheu uma linha de pesquisas voltada para a integração de geocientistas e engenheiros, duas áreas notadamente de difícil diálogo na indústria do petróleo?Ingressei na indústria como geocientista. Trabalhei com geologia de desenvolvimento e não entendia alguns conceitos da engenharia. Por 30 anos venho tentando entender como a geologia controla propriedades efetivas. O problema é que a fronteira dessas disciplinas começa com a diferença de escala, de medidas em diferentes modelos conceituais. Por isso temos dificuldade de unificar o diálogo. Passei os últimos 20 anos tentando juntar tudo. Acho que o único modo de ir em frente é mudar para um assunto comum, denominado geoengenharia, com forte integração de temas geofísicos, geológicos e de engenharia. O Sr. cunhou esse termo? Não. Foi o Antonio Claudio Corrêa (Petrobras) que criou na Unicamp, na década de 1990, o curso de Geoengenharia, integrando esses temas. Acho que o Brasil e a Petrobras são pioneiros nisso. O problema é que a indústria leva muito tempo para acompanhar as inovações. Agora o ambiente é outro. Graças à tecnologia, aos softwares, à sísmica 4D, e ao papel dos modelos geológicos, este é o momento certo para a Geoengenharia. Há 20 anos atrás era cedo demais. Acho que agora é a hora certa para juntar essas disciplinas. Que balanço o Sr. faz do programa Instrutor de Destaque, fruto da parceria SEG/EAGE?Estou fazendo 26 apresentações em 23 países. Nunca sei como vai ser a audiência, se haverá mais geólogos, geofísicos ou engenheiros. Podemos receber gente muito experiente ou estudantes. Só tenho um dia para cruzar todos os assuntos e fornecer novas ferramentas para ajudar na compreensão das pessoas. Mas é uma grande oportunidade. Acho que os geofísicos estão mais abertos a essas idéias do que profissionais das outras disciplinas. Tenho esperança de converter mais geofísicos para a Geoengenharia do que geólogos ou engenheiros. |