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Grande perda para todos nós
Conheci Rijo (como todos carinhosamente chamávamos) no Panamá em 1980, ele recém doutor, quando ministrava Curso de Geofísica na Semana da Física da Universidade Nacional de Panamá. Estiveram presentes nesse evento cientistas de renome, inclusive o grande físico brasileiro José Leite Lopes. Foi o Rijo quem me fez mudar os meus planos ao trocar Austrália pelo Brasil, com a oportunidade de vir para a Amazônia, onde fui o seu orientado no mestrado e no doutorado na UFPA. Do ponto de vista pessoal, o Rijo foi uma pessoa muito importante, não somente para mim, como para toda a comunidade geofísica do Brasil, pelo seu talento científico, pela sua integridade moral, pelo seu entusiasmo ao ministrar aulas, pela sua simplicidade e pela sua amizade desinteressada, principalmente com os seus alunos. O seu falecimento representa uma grande perda para todos nós, que nos reconfortamos no nosso pesar, lembrando os frutos positivos deixados por ele ao nível da sua vida pessoal e na sua carreira acadêmica. Paz no seu túmulo, vá em paz Rijo. Prof. Abel Carrasquilla – Geofísico - Vice-Reitor da UENF
Aficionado por BachO Prof. Luiz Rijo é muito conhecido na comunidade da Geofísica, não só no Brasil, como no exterior. Todos sabemos da sua contribuição na área da modelagem numérica e muitos, que como eu tiveram a sorte de assistir às suas aulas, são também testemunhas da sua capacidade de ensinar e da sua paixão em transmitir conhecimento. Os professores que tinham aulas a ministrar após a aula do Prof. Rijo comumente iniciavam atrasados, pois ele, por sua dedicação e empolgação, sempre se estendia no horário. Essas características do Prof. Rijo são, no entanto, bastante conhecidas. O que muitos não sabem dele é da sua paixão à musica clássica, principalmente a Bach, cuja música ele associava à Matemática. O texto abaixo, que é de um dos e-mails que recebi dele, comprova isso. José Gouvêa Luiz (Faculdade de Geofísica/UFPA)
Grande RijoHomenagem do blog Tremor de Terra http://lattes.cnpq.br/3148365912720676 Prof. George Sand França (UnB)
Turma de 1964Peço que através do Portal Geofísica Brasil, seja comunicado aos familiares do geofísico Luiz Rijo as condolências do colega Mário Valença da turma de 1964. Cordialmente. Mário Valença
A Geofísica de luto Meus sentimentos para os familiares do Professor Luiz Rijo. Estou de fiel acordo da perda da geofísica Brasileira perante essa tragédia. Que de fato saibamos valorizar os seus feitos. A geofísica do Brasil está de Luto. Adson Roque
Prezados colegas,Em nome da Associação Profissional dos Geólogos de Pernambuco (www.agp.org.br), favor transmitir aos familiares do colega Luis Rijo a solidariedade dos Geólogos de PE, em especial daqueles que tiveram a felicidade de conviver com ele durante o curso, na antiga Escola de Geologia lá na rua do Hospício. Antonio Christino
Perda lamentávelConheci o Prof. Rijo em 1978 quando fui a Belém fazer o mestrado em geofísica. Ele foi meu orientador e com ele aprendi a gostar ainda mais da geofísica, da matemática, da física, da computação. A atenção e o cuidado com os alunos, e a paixão e amor que tinha por ensinar nos contagiava a todos. Ainda guardo suas notas de aula de 1978, 1979, 1980, escritas à mão e impressas em mimeógrafo a álcool. Ao saber da causa da morte fiquei ainda mais chocado. Agora são dois geofísicos (Prof. Verma e Prof. Rijo) que morreram por complicações causadas por infecção generalizada após cirurgia. Recentemente, ao final de 2008, quando ele soube que preparávamos uma proposta para o edital do CNPq de criação do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Geofísica do Petróleo, prontamente se dispôs a participar e colaborar em tudo que fosse preciso. A proposta foi aprovada e infelizmente o Prof. Rijo, conforme o chamávamos, não mais está entre nós. Além do exemplo de professor e pesquisador incansável, ele nos deixou uma homepage onde disponibiliza livros, notas de aulas e exercícios que criou e colecionou nestes 30 anos de atividade docente. Foi uma grande e lamentável perda em todos os sentidos. Milton José Porsani - CPGG/UFBA
O acadêmico Luiz RijoO alagoano Luiz Rijo nasceu em 1942, na cidade de São José da Laje. Graduado pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) em Geologia, em 1965, e Matemática em 1969, PhD pela Universidade de Utah em 1977 com pós-doutorado no período de 1983/1984 pela mesma universidade, atuou como professor titular da Universidade Federal do Pará (UFPA), responsável pela disciplina de Métodos Geofísicos Eletromagnéticos no curso de pós-graduação em Geofísica, desde 1977 até o seu falecimento. Consultor ad hoc e membro de vários comitês do CNPq, Capes, Finep, Pronex, Adimb. Participou de diversas bancas examinadoras de concursos públicos e de defesa de teses e dissertações. Desenvolvia pesquisas na área dos métodos geofísicos eletromagnéticos aplicados à exploração de petróleo e gás. Foi durante muitos anos Pesquisador 1-A do CNPq, com mais de 60 trabalhos publicados em revistas científicas indexadas e em anais de congressos internacionais. Academia Brasileira de Ciências
Derivada e integralRijo foi professor de matemática, meu e de João Manoel, nos tempos da saudosa Sudene. Entendi com Rijo, pela primeira vez na vida, os conceitos de derivada e integral, além de muitos outros, que foram muito importantes na minha vida profissional. Rijo foi um amigo especial e diferenciado em tudo que fez. Saudades !! Edilton Feitosa
O relógio e a luva de boxeQuero manifestar o meu profundo lamento pelo falecimento do nosso Grande Exemplo e Professor Rijo. Nunca esqueço e sempre falo para os meus alunos o que o Rijo nos dizia em sala de aula em 1977. Um professor dele sempre dizia que: "...Para pregar um prego não precisa de um computador mas, por outro lado, também não é possível consertar um relógio com uma luva de boxe". Antonio Flavio Uberti Costa
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É com imensa tristeza que recebi na tarde de segunda feira a noticia do falecimento do Prof. Luiz Rijo.
"Há entre os aficionados da música clássica ocidental o consenso de que Bach, Beethoven e Mozart, não necessariamente nessa ordem, foram os três maiores compositores de todos tempos. Muitos acham que Bach foi o maior dos três, outros acham que foi Beethoven e finalmente há os que acham que foi Mozart. Na minha modesta opinião, eu acho que a ordem é exatamente Bach, Beethoven e Mozart. A música de Bach é a musica da razão, da lógica, equivalente aos mais belos teoremas da matemática. A música de Beethoven é para o coração, para os apaixonados. E a Música de Mozart é para todos os outros que apreciam música de altíssima qualidade. Eu tenho a coleção completa das músicas de Bach (155 CDs e 45 DVDs), de Beethoven e de Mozart alguns poucos CDs, isto atesta a minha predileção incondicional por Bach. Impressionante é que Bach, em vida, foi um simples artesão de órgãos de igrejas e um modesto professor de música religiosa. A sua genialidade como o maior compositor de todos os tempo só foi descoberta cem anos depois de sua morte! Beethoven foi um gênio sofredor, um misantropo surdo e maltrapilho na velhice. Mozart, uma criança prodígio, fascinou, com suas belas composições, as maiores cortes européias de sua época, entretanto morreu jovem (35 anos), pobre e abandonado. A vida é assim, eles deixam tanto para a humanidade e tiveram tão pouco!" (Rijo)










