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| Opinião |
O futuro da exploração de petróleo em aguas profundasSuperadas as primeiras semanas depois das espantosas declarações de impotência de empresas e autoridades envolvidas pelo vazamento do poço da BP no Golfo do México fica comprovado o despreparo para lidar com acidentes de tamanha proporção. Muito se investiu nas tecnologias para perfuração em águas profundas voltadas ao atendimento de um mercado mundial permanentemente ávido por petróleo, porem quase nada foi feito para nos preparar para um desastre de tal dimensão... Fruto disso, assistimos a uma clara mudança de atitude dos governos em relação à exploração de petróleo em áreas marinhas. O Governo Americano estabeleceu uma moratória de 6 meses das atividades exploratórias no Golfo, no que já vem sendo judicialmente questionado pelo interesse das empresas que não podem parar... Os Europeus já começam a discutir um possível limite na profundidade para exploração de campos em áreas marinhas... Como isso afetará a dinâmica da exloração do pré-sal brasileiro ? Bravatas a parte, pois os americanos não abrem mão dos seus potentes SUVs e tampouco a indústria petroquímica mundial encontrará substitutos em médio prazo para o ouro negro, o que de efetivo pode ser feito por governos e ambientalistas é exigir que parcelas significativas dos lucros auferidos pela indústria do petróleo seja investido no desenvolvimento de tecnologias capazes de mitigar inevitáveis acidentes. Navios separadores de óleo e agua com impensável capacidade de processamento, grupos de bombas centrífugas de altíssima potência, que instaladas junto aos pontos de vazamento possam direcionar o óleo exudado para a superfície, são exemplos amadores, de algumas alternativas a serem imediatamente construídas, para que estejam ao alcance da sociedade no caso de ocorrência de novo desastre em qualquer lugar do mundo. |















