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Tecnologia

Auscultação geodésica na região de grandes barragens

Os primeiros estudos realizados no Brasil sobre subsidências ocorridas em função da formação de grandes reservatórios foram conduzidos pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), pelo Prof. Camil Gemael, em convênio com a Companhia Paranaense de Energia (COPEL), na região da usina hidrelétrica de Foz do Areia, hoje conhecida como Governador Bento Munhoz da Rocha Neto, no final da década de 70.

A subsidência, que consiste na deformação ou deslocamento na direção essencialmente vertical descendente, manifesta-se por afundamento do terreno. Esse fenômeno pode ocorrer por causas naturais (dissolução de rochas - carstificação - como calcários, dolomitos, gipsita, sal; acomodação de camadas do substrato pelo seu próprio peso ou por pequena movimentação segundo planos de falhas, entre outros) ou pela ação humana (bombeamento de águas subterrâneas e recalques por acréscimo de peso devido a obras e estruturas).

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Características Técnicas -

Forma de Construção: Enrocamento;

Capacidade de Geração: 1.676 MW de potência;

Altura máxima da barragem: 160 m;

Área inundada: 139 km2;

Volume do Reservatório: 5,8 x 106 m3

Figura 1: Usina Hidrelétrica Governador Bento Munhoz da Rocha Neto

 

As técnicas Geodésicas utilizadas neste projeto foram Nivelamento Geométrico de  Primeira Ordem e Gravimetria.Para que se pudesse aplicar as técnicas citadas, foi necessária a implantação de um conjunto de Referências Nível (RRNN), afastadas de um quilômetro (1km), ao longo
das rodovias que se aproximavam do reservatório (margem direita sentido Cruz Machado, margem direita sentido Bituruna) .

Para detectar se ocorreu ou não subsidência com a formação do reservatório, determinou-se a altitude e o vetor força de aceleração da gravidade das RRNN antes e após a formação do reservatório. Comparando os resultados obtidos com as duas campanhas, foi possível avaliar se ocorreu ou não subsidência na região.

Os resultados obtidos com o Nivelamento Geométrico demonstraram claramente que, conforme as RRNN se aproximavam do reservatório, aumentava a variação na altitude entre elas atingindo dois centímetros (2cm) na RN mais próxima do reservatório. Testes estatísticos aplicados aos dados Gravimétricos apresentaram a mesma tendência.

Baixe aqui o arquivo PDF para ler o artigo completo publicado pela Revista Espaço Energia, um publicação da Companhia Paranaense de Energia - COPEL.

Autores:

Marcos Alberto Soares1; Elizeu Santos Ferreira1; Pedro Luis Faggion2; Luis Augusto Kuenig Veiga2; Carlos Aurélio Nadal2; Sílvio Rogério Correia de Freitas2; Marco Aurélio Debus Nadal2; Ricardo Vilares Neves2; Roberta Bomfim Boszczowski3.

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1 - Copel – Companhia Paranaense de Energia

2 - Universidade Federal do Paraná

3 - LACTEC - Instituto de Tecnologia para o Desenvolvimento

Fonte: Revista Espaço Energia
 
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